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COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
Muita gente estranha por que motivo no centro da Praça Tiradentes está erguido um monumento a D. Pedro I e não ao mártir da Independência.

Simples: a Praça Tiradentes só ganhou este nome em 1890, quando se aproximava o centenário da morte do alferes Joaquim José da Silva Xavier. Quando o monumento foi erguido (em 1862), a praça se chamava Constituição - Em 1822, o antigo Largo do Rossio passou a se chamar Praça da Constituição, nome que conservou até 1890.

O Monumento a D. Pedro I, o primeiro instalado em logradouro público no Rio de Janeiro, impressiona até hoje por suas formas e figuras.

rioecultura : Monumento a D. Pedro I : Coluna Patrimônio Histórico

Histórico

O Monumento a D. Pedro I foi idealizado pelo Senado da Câmara em 1824. O projeto foi inicialmente entregue a Grandjean de Montigny, Debret e Marc Ferrez, mas não chegou a ser executado devido à abdicação do Imperador em 1831. Montigny apresentou dois projetos, um deles de cunho urbanístico, que seria executado no Campo de Santana. Em 1844, Manoel de Araújo Porto Alegre é encarregado de executar o desenho. A nova concepção incluía a figura de José Bonifácio, mas os trabalhos não foram realizados novamente.

Em 1855 o projeto foi retomado e, através de concurso aprovado pela Câmara, coube a João Maximiano Mafra conceber um novo projeto. Foram examinados 35 desenhos e modelos. Os trabalhos ficaram expostos na Academia de Belas Artes por 15 dias e foram vistos pela família Imperial. A obra foi executada por Louis Rochet em Paris e sofreu várias alterações.

O monumento foi inaugurado a 30 de março de 1862 por D. Pedro II, em uma cerimônia solene. O maestro Francisco Manoel da Silva regeu um TE DEUM composto por Sigismund Neukomm. O ator João Caetano interpretou a tragédia “Cinna”. Os moradores foram solicitados a ornamentar as fachadas dos prédios por onde passaria o préstito. As ruas receberam folhas aromáticas.

rioecultura : Monumento a D. Pedro I : Coluna Patrimônio Histórico

Participaram da cerimônia, além de toda a família Imperial, as mais gabaritadas figuras do Império, como o Visconde de Jequitinhonha, o Marquês de Abrantes, o Barão de Suruí, Eusébio de Queiroz, entre outros.

Uma multidão se comprimiu na praça. Até os telhados dos sobrados foram usados de arquibancada. Senhoras em trajes nobres acenaram lenços brancos. Estandartes foram inclinados e tiros de artilharia e fuzilaria lançados. A orquestra era composta de 242 músicos e 653 cantores.

Na época, a Praça Tiradentes (então chamada de Praça da Constituição) era arborizada e ajardinada, possuindo assentos de pedra, tanques com repuxos e quatro pavilhões ornados por estátuas de bronze vindas da Europa. Quatro cancelas permitiam o acesso ao jardim.

rioecultura : Monumento a D. Pedro I : Coluna Patrimônio Histórico

O Monumento

A estátua eqüestre de D.Pedro I traz o Imperador fardado de general, tendo às mãos o Auto da Independência.

O friso do pedestal é ornado por escudos torreados e estrelas douradas simbolizando as vinte províncias brasileiras de então. O pedestal octogonal de bronze se ergue sobre base de granito. As faces laterais, ornadas por dragões, apresentam as armas da Casa de Bragança.

Quatro grupos de bronze guarnecem os cantos, simbolizando rios do país:

- Amazonas - um índio descansa o pé sobre um jacaré. Uma índia traz uma criança nas costas. Há também uma onça, um ouriço e uma ave.
- Paraná - um casal de índios, uma anta, um tatu e duas grandes aves.
- Madeira - um índio armado de arco, uma tartaruga, uma ave e alguns peixes.
- São Francisco - um índio sentado junto a um tamanduá-bandeira e uma capivara.

rioecultura : Monumento a D. Pedro I : Coluna Patrimônio Histórico

Cinco datas alusivas à vida de D.Pedro I estão gravadas no monumento: nascimento (1798), casamento com D.Leopoldina (1817), Independência do Brasil e coroação (1822) e casamento com D.Amélia de Leuchtenberg (1829).

O monumento possui 6m de altura e é cercado por grades de ferro decoradas por lampiões, círculos, a coroa imperial e a legenda de D.Pedro I.

Curiosidades

Segundoo historiador Luiz Edmundo, o monumento de d.Pedro I é “o único que a cidade possui digno de ver-se e admirar-se”.

Quando surgiu a República, um grupo exaltado de patriotas quis destruí-la, aos gritos de: “Abaixo o recolonizador!”

O jardim teve transformadas suas dimensões e aspecto, pela necessidade de ampliação do espaço para o tráfego. Na República, a praça foi reformada nas gestões de Henrique Valadares e de Pereira Passos, que retirou o gradil de pilastras baixas, transferindo-o para a rua da Glória e av.Augusto Severo.

As alterações feitas por Rochet no projeto original de Mafra foram motivo de protestos do meio artístico nacional.

rioecultura : Monumento a D. Pedro I : Coluna Patrimônio Histórico

Por Leo Ladeira

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Fontes de Consulta:
“Memórias da Cidade do Rio de Janeiro” - Vivaldo Coaracy
“O Rio de Janeiro do meu tempo” - Luiz Edmundo
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Arquivo Leo Ladeira
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Oportuna a inclusão do 1º monumento do Brasil. Parabéns pela inciativa
  Postado por: Vera Dias
  em: 2010-07-20 22:30:24

O monumento a D. Pedro I é um dos mas belos da nossa cidade e seu valor cultural é inestimável, lamento muito que não receba a devida importância dos órgãos que deviam protegê-lo e manuteni-lo. Atualmente esta com boa iluminação, mas deveria estar cercado por cameras de segurança, a fim de inibir vandalos e meliantes.
  Postado por: Orlando José
  em: 2012-03-03 21:10:52

Cidadãos contribuíram com dinheiro para essa Estátua. No jornal DIÁRIO FLUMINENSE de 20 de março de 1826, consta ofício da Câmara de Vereadores de Ubatuba, infromando o quanto fora arrecadado naqueal "cidade" de Ubatuba e nomeando cada um dos doadores e valores doados. Meu tataravô, Joaquim José Madeira, aparece entre os doadores.
  Postado por: PATRICIA
  em: 2014-02-16 13:50:10


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