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COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
Na região da antiga freguesia da Misericórdia, próximo ao também já desaparecido Largo do Moura (atual Praça Marechal Âncora) ergue-se um dos mais expressivos monumentos histórico-arquitetônicos do período colonial: a Casa do Trem.

rioecultura : A Casa do Trem : Coluna Patrimônio Histórico

Ao contrário do que se pode imaginar, a Casa do Trem nunca funcionou como um galpão de estrada de ferro. No passado, “trem” era um nome genérico que se dava aos petrechos de um exército. Segundo o historiador Adler Homero, “no Século XVII e ainda no século XIX, esse termo era usado com uma visão mais restrita, como se fora ‘trem de artilharia’, ou seja, o conjunto de canhões e materiais necessários a seu funcionamento”. Segundo o historiador, a Casa do Trem seria um depósito onde poderiam ser feitos reparos de artilharia.

Construção

A Casa do Trem foi construída em 1762 pelo Governador Gomes Freire de Andrada, ao lado do Forte de Santiago. Mesmo sem haver comprovação documental, o projeto de construção da Casa do Trem é atribuído a José Fernandes Pinto Alpoim.

Em 1764, o edifício da Casa do Trem se encontrava com graves problemas de estrutura. O Conde da Cunha ordenou então a realização de obras de reforma e ampliação do prédio. O edifício ganhou o acréscimo do Arsenal de Guerra e foi construindo o Pátio da Minerva.

rioecultura : A Casa do Trem : Coluna Patrimônio Histórico

Em 1766, a Casa do Trem é transformada em Arsenal do Trem. No andar térreo funcionou, até 1770, o Regimento de Cavalaria da Guarda dos Vice-Reis. O regimento foi criado em 1765 pelo vice-rei Conde da Cunha.

O Vice-Rei D.Luiz de Vasconcelos mandou ampliar e reformar o Arsenal. As fornalhas foram então restauradas e passaram a fundir esculturas de bronze.

Em 1770, Jacques Funck desenhou oito plantas aquareladas sobre as edificações contíguas ao Arsenal e à Casa do Trem, com o objetivo de ampliar os depósitos das armas.

Após a chegada da corte portuguesa, o Arsenal é transformado, em 1811, no Arsenal Real do Exército. As primeiras peças de artilharia fundidas no Brasil, inclusive canhões, foram executadas ali, em 1820/1821.

rioecultura : A Casa do Trem : Coluna Patrimônio Histórico

Primeiras Fundições de Bronze no Brasil

Na Casa do Trem se depositava e reaparelhava os armamentos, munições e todo tipo de petrechos bélicos utilizados pelas fortalezas da cidade. Ali foi fabricado o primeiro bronze do Brasil, de autoria de Mestre Valentim.

Todo o material bélico, incluindo os canhões e a pólvora, era trazido de Portugal. A pólvora muitas vezes se estragava por mau acondicionamento. Na Casa do Trem se fazia apenas consertos e reparos nos armamentos.

Foi D.Luiz de Vasconcelos quem primeiro utilizou a Casa do Trem para outros gêneros de serviços.

A Casa do Trem fazia trabalhos de ferraria, serralharia, forjas, lataria etc. Havia oficinas de funileiros, torneiros, carpinteiros, tanoeiros e cordeiros. Nas oficinas eram fabricados chafarizes, portões, trabalhos artísticos, carros alegóricos e ornatos de bronze.

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Tiradentes

Para a Casa do Trem foram levados os restos mortais de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, em 1792. Ali, seus restos foram salgados e guardados em surrões em uma sala do andar térreo. No dia seguinte, os restos foram levados para Minas Gerais para serem expostos à população.

Museu Histórico Nacional

Em 1922, com a criação do Museu Histórico Nacional, a Casa do Trem é anexada à instituição.

rioecultura : A Casa do Trem : Coluna Patrimônio Histórico

Em 1962, quando se comemorava o bicentenário da Casa do Trem, o Museu Histórico Nacional realizou uma exposição especial a partir de 12 de outubro. Na Sala Barão de Cotegipe, com as fases históricas da Casa do Trem, encontravam-se, na seção “Contribuição à arte colonial”, a tela representando D.Luiz de Vasconcelos atribuída a Leandro Joaquim, préstitos executados na Casa do Trem em 1786, o painel de Leandro Joaquim sobre a Lagoa do Boqueirão, e o busto em gesso patinado de Moreira Júnior representando Mestre Valentim.

De 1975 a 1985 o edifício da Casa do Trem permaneceu fechado, sem receber manutenção.

Em 23 de novembro de 2000, a Casa do Trem é devolvida à cidade do Rio de Janeiro, totalmente recuperada. A Casa do Trem abriga hoje a coleção de numismática do museu, a maior da América Latina, além de apresentar exposições temporárias.

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Serviço:
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Museu Histórico Nacional
Praça Marechal Âncora - Próximo à Praça XV
20021-200 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (0xx21) 25509220 / 25509224

Horários:
De 3ª a 6ª Feira - das 10h às 17:30h
Fechado às 2ª feiras
Sábados, Domingos e Feriados - das 14:00h às 18:00h
Ingresso: R$ 6,00
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Por Leo Ladeira
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Fontes de Consulta:
- “O Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro” – por Adler Homero Fonseca de Castro in Anais do Museu Histórico Nacional Vol. 28 – 1996.
- Guia Michelin do Rio de Janeiro
- Fotolog Saudades do Rio - Luiz Darcy
- Site do Museu Histórico Nacional
- Acervo Leonardo Ladeira
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