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COLUNA TEATRO  
Marcelo Aouila marcelo@aouila.com.br
O aniversário era de Cauby Peixoto. Parte da comemoração foi no Domingão do Faustão, lá no Projac. Após o Arquivo Confidencial, Cauby embarcou na limousine para levá-lo "para casa". Ele não sabia, mas a tal casa seria uma festa surpresa, com seus amigos e colegas, no Canecão. Enquanto isso, na casa de espetáculos, recebíamos o público e os artistas. Fui escalado para levar Emilinha Borba até a sua mesa. Ela chegou, fomos apresentados. Metade da minha altura. Entramos no Canecão de mãos dadas. A platéia se levantou. Emilinha, Emilinha, Emilinha! Ela apertava firme a minha mão, emocionada. Eu? Fiquei mínimo ao seu lado. Não era ninguém ao lado daquela Rainha. Até a chegada à sua mesa foram 3 eternos minutos de um aplauso contínuo da platéia. Emilinha, Emilinha, Emilinha! Segura pra não chorar. Ganhei dois beijos e um abraço longo seguido de um "Obrigada, meu filho". Saí dali e foi impossível não conter as lágrimas de emoção. Emilinha, Emilinha, Emilinha... até hoje a voz da platéia ecoa na minha cabeça. A festa era do Cauby, mas quem ganhou o melhor presente, fui eu.

rioecultura : EMILINHA e MARLENE - As Rainhas do Rádio : Coluna TEATRO

Não vivi a rivalidade entre as cantoras. Rainhas do rádio. Marlene, ainda acompanho sua trajetória pelos jornais e programas de tv. Emilinha, eu a vi vendendo CD numa banquinha no Largo do Machado. Brasileiro tem memória curta e a mídia nem quer mais saber das cantoras que fizeram este país feliz. Ainda bem que Thereza Falcão e Julio Fischer (autores) e Eva Joory e Rodrigo Faour (pesquisadores) são bons de história e trazem para o Teatro Maison de France o musical "Emilinha e Marlene - As Rainhas do Rádio".

A peça tem por base a briga de duas irmãs pela paixão e pela defesa que cada uma faz em favor de sua favorita. Pano de fundo para contar histórias (e músicas) das duas cantoras. Um roteiro simples e eficiente, sem barriga e nem grandes revelações, mas que mostra com perfeição o talento das cantoras e a rivalidade entre os seguidores de uma ou de outra.

O cenário é um bom apoio para as entradas e saídas dos números musicais e sustenta os músicos no segundo plano. Lembra um grande armário de onde as memórias foram guardadas e agora são revividas. O figurino é bonito, com alguns exageros permitidos, reconstituindo roupas que as cantoras usavam em suas apresentações. A iluminação abraça o espetáculo e nos faz perceber claramente a diferença entre realidade, shows e delírios.

rioecultura : EMILINHA e MARLENE - As Rainhas do Rádio : Coluna TEATRO

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Durante a apresentação não ouvi, em nenhum momento, as cabecinhas brancas das senhorinhas da terceira idade reclamando que a peça é longa. Elas querem é mais! Querem reviver suas histórias. E neste quesito a direção de Antônio de Bonis é perfeita. A gente nem sente o tempo passar. Um grande espetáculo. Ágil, divertido, agitado, veloz, com excelentes números musicais. A história é dirigida com carinho. Cada ator está bem amparado, bem orientado, e compreendemos muito bem todas as frases ditas. A direção de movimento é fundamental para o sucesso do espetáculo. Por conta do limitado espaço do teatro, a direção consegue fazer milagres com o apoio da luz e do cenário. Vem Shell ai.

O elenco é apaixonante. Vontade de ouvir mais histórias das irmãs Angela Rabello e Rosa Douat, de aplaudir Luiz Nicolau na sua homenagem ao Cauby; de ouvir a voz de Cristiano Gualda cantando cada vez melhor; de rir e se emocionar com a divertida interpretação (e homenagem) de Cilene Guedes vivendo Bibi Ferreira; de abraçar Stella Maria Rodrigues, Mona Vilardo e Ettore Zuim em todos os papéis que interpretam e nas músicas que cantam muito bem.

Solange Badim e Vanessa Gerbelli estão perfeitas como Marlene e Emilinha, respectivamente. A composição que Solange Badim faz de Marlene, braços com movimentos marcados, forma de falar, agitação e afinação vocal são impecáveis. Emociona todas as fãs. Meninas, eu vi! Senhorinhas chorando à primeira entrada de Solange Badim como Marlene. Solange já foi indicada por ter dado vida à Torre Eiffel no musical "Oui, Oui, a França é Aqui". Vanessa Gerbelli é uma Emilinha carinhosa, delicada, apaixonada, generosa, e totalmente dominada pela música. Emociona as fãs saudosas de Emilinha que, em 2005, nos deixou. As duas rivalizam (no bom sentido) e se revezam em belíssimos e carismáticos números musicais. Impossível não se envolver.

Marlene e Emilinha (ou Emilinha e Marlene) alimentavam a briga de suas fãs. Isto é fato. E gostavam de dizer que eram amigas. Eram? Se respeitavam, isso que importa. E quem ganhava, e ainda ganha, é o publico. São, sem duvida alguma, grandes rainhas do rádio e da MPB. Vivemos numa época em que o passado, ao invés de ser enaltecido é enterrado. Reviver as cantoras e esta rivalidade é dar nova vida a história da música brasileira. Um espetáculo excelente, de grande emoção, prefeito e brasileiro. Imperdível.

rioecultura : EMILINHA e MARLENE - As Rainhas do Rádio : Coluna TEATRO

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adorei o espetaculo pois sou fa com paixao da mais popular cantora do pais emilinha borba.emilinha e a maior e esta viva na mente de quem a ama. a outra anda sumida.
  Postado por: pedro sergio castro da silva
  em: 2011-08-23 22:04:53

Minha mãe nos levava pra ve Emilinha e eu aprendi a ama-la.Uma vez ela segurou minha mão (eu era pequena) e saiu para pegar o carro e minha mãe atras. Gosto de Marlene também ela é uma grande artista.
  Postado por: Lucimara Vasconcelos
  em: 2011-09-03 18:35:31

Abri hoje o computador e deparei com a mensagem de minha irmã aí me deu vontade de fazer comentário também: Sou conhecido por Bene e sai muito com Emilinha de carro. Minha mãe ensinou aos quatro filhos as músicas de Emilinha. Moro em Buzios e tive a honra de recebe-la em minha CASA.
  Postado por: Enio O. Vasconcelos
  em: 2011-09-03 18:39:51

A crítica do RJ elogia o espetáculo como sendo merecedor de prêmios! Marlene dá um show na figura de Solange Badin. O talento da incomparável Marlene sobressai a olhos vistos neste musical. Viva Marlene!!!!!!
  Postado por: nelson rial
  em: 2011-09-05 21:38:01

O musical é realmente maravilhoso, principalmente por apresentar várias músicas da querida Emilinha Borba, músicas essas que estiveram sempre nos primeiros lugares das paradas de sucessos e de vendagem. O sucesso de Emilinha sempre foi espontâneo e verdadeiro, sem armações e mentiras.
  Postado por: Luiz Nascimento
  em: 2011-09-12 21:29:13

o espetáculo virá para São Paulo?
  Postado por: alfio gianfratti
  em: 2011-10-24 19:45:11

Assisti o espetáculo no dia em que teve a presença da cantora Marlene...foi dificil deixar de fixar o olhar para a cantora...pois ela robou a cena...desde que foi notada a sua presença na plateia...o publico aplaudia cada cena marlenista..a atris Badim explodiu no palco com o magnetismo da estrela Marlene...foi sensacional!!! Sem dúvidas, è a Maior!
  Postado por: José Luiz
  em: 2012-01-18 09:38:40

Assisti o espetáculo no dia em que teve a presença da cantora Marlene...foi dificil deixar de fixar o olhar para a cantora...pois ela robou a cena...desde que foi notada a sua presença na plateia...o publico aplaudia cada cena marlenista..a atriz Badim explodiu no palco com o magnetismo da estrela Marlene...foi sensacional!!! Sem dúvidas, è a Maior!
  Postado por: José Luiz
  em: 2012-01-18 09:40:08

fui assistir o espetaculo no dia que marlene estava la.achei graça quando ela gritou e a maior;e a rainha quando a atria interpretava as musicas sensacionais de emilinha borba a eterna rainha do radio concurso ganho em2011
  Postado por: kleber de oliveira
  em: 2012-06-09 20:57:58

quem é a maior? emilinha era eclética, brejeira, carismática, tinha a voz mais bonita,esteve na parada de sucessos várias vezes e foi campeã de vários carnavais. Querem mais?
  Postado por: claudio garcia
  em: 2012-06-10 02:06:21


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