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![teatro : [14.01.10 a 28.03.10] <br>Sopros de Vida](http://www.rioecultura.com.br/evento/img/ccult_ccbb_Sopros_Vida.jpg)
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teatro ] |  |
|  | [14.01.10 a 28.03.10] Sopros de Vida |  |  |
| Local: | Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Rio) Rua Primeiro de Março, 66 Centro (21) 3808-2020 |
| Data: | de 14 de janeiro a 28 de março de 2010 [de quarta-feira a domingo] |
| Hora: | às 19:30h [Teatro I] |
| Valor: | R$10 [inteira]
R$5 [meia]
Duração: 90 minutos
Capacidade: 172 lugares
Classificação etária: 14 anos |
| Atenção: os horários
e a programação podem ser alterados pelo local sem aviso prévio.
Por isso, é recomendável confirmar as informações
por telefone antes de sair. | |  |  |
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Sopros de Vida
Duas grandes estrelas do teatro e da televisão brasileira encenam texto de um dos dramaturgos ingleses mais consagrados das últimas décadas, autor de sucessos como “As Horas” e “O Leitor”, sob a direção do premiadíssimo Naum Alves de Souza

Recebido calorosamente por público e crítica na Inglaterra, EUA e Espanha, o espetáculo “Sopros de Vida” é de autoria de um dos grandes expoentes da dramaturgia contemporânea, o inglês David Hare (“O Leitor” e “As Horas”). A peça estreou nos palcos londrinos em 2004 com duas grandes damas britânicas em cena, Judi Dench e Maggie Smith, o que acabou classificando o texto como um deleite para atrizes “puro sangue”. Agora, “Sopros de Vida” chega ao Brasil, sob direção do premiadíssimo Naum Alves de Souza e com um par de estrelas que dispensa apresentações: Nathália Timberg e Rosamaria Murtinho.
Na história de "Sopros de Vida", duas mulheres se enfrentam num sutil embate pelo mesmo homem, partilhado por ambas durante mais de 25 anos. Com um detalhe surpreendente: a amante (Timberg) é mais velha que a esposa (Murtinho) e até mesmo que o próprio marido. A partir desta trama, as personagens de David Hare revelam uma gama de sensações, sentimentos e, porque não, seus preconceitos.
Além do ótimo elenco e direção, o alto gabarito da montagem brasileira se estende à equipe técnica, que conta com Beth Filipecki nos figurinos e Celina Richers nos cenários, profissionais que já trabalharam com Naum em diversos projetos. O espetáculo “Sopros de Vida” estreia nacionalmente no dia 14 de janeiro de 2010, no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil, onde permanece em cartaz de quarta a domingo por cerca de três meses.

AS ATRIZES
Filha de pai polonês e mãe belga, Nathalia Timberg formou-se pela Escola de Belas Artes e desde cedo destacou-se no teatro universitário. Com uma bolsa de estudos fornecida pelo governo local, permaneceu de 1951 a 1954 na França, onde frequentou vários cursos. Ao longo de uma extensa carreira, tornou-se um mito dos palcos brasileiros, atuando em montagens inesquecíveis como “Senhora dos Afogados”, “Assim É... (Se lhe Parece)” e “O Jardim das Cerejeiras”, até as mais recentes como “Letti e Lotte” e “Conduzindo Miss Dayse”, ambas dirigidas por Bibi Ferreira, “A Importância de Ser Fiel”, “Melanie Klein”, com a qual viajou por mais de 30 cidades brasileiras de 2003 a 2005, e “Off”.
Premiadíssima nos palcos, recebeu entre outros, o Molière por “Meu Querido Mentiroso” e o Mambembe por “A Cerimônia do Adeus”. Na TV participou desde 1956 de vários programas como o Grande Teatro Tupi, no qual permaneceu por sete anos em peças semanais. Nas novelas, apaixonou o Brasil como a irmã Maria Helena, da primeira versão de “O Direito de Nascer”, na Tupi, e também foi odiada pelo público por vilãs inesquecíveis, principalmente em novelas de Gilberto Braga. Esteve também em grandes sucessos de audiência como “Pantanal”, “Ti Ti Ti” e “Vale Tudo”.
Atriz completa que vai do drama à comedia, passeando pelo musical, sempre com a mesma desenvoltura, Rosamaria Murtinho tem seu valor reconhecido pela crítica, público e vários prêmios conquistados no teatro, cinema e televisão. Pisou pela primeira vez em um palco na companhia amadora de seu irmão, Carlos Murtinho, quando uma atriz, 15 dias antes da estreia, teve de se ausentar. Foi aluna de Eugênio Kusnet e integrou o tradicional Grupo Oficina, onde fez um de seus mais importantes trabalhos, “Os Pequenos Burgueses”, de Máximo Gorki, em 1964. A primeira peça no teatro profissional foi “Sua Excelência em 26 Poses”. Integrou a companhia de Maria Della Costa com a qual se apresentou em Portugal e Uruguai. Daí em diante, coleciona uma série de sucessos como o mais recente “Frida Kahlo”, além de musicais sobre Chiquinha Gonzaga e Isaurinha Garcia. Considerada a primeira “mocinha” da televisão brasileira por sua atuação em “A Moça Que Veio de Longe” (1964), já fez quase 50 telenovelas, em canais diversos, com personagens que lhe deram oportunidade de mostrar versatilidade.
O DIRETOR
Diretor, autor, cenógrafo e figurinista, Naum Alves de Souza é um homem ligado a múltiplas atividades, não apenas no campo do teatro como também da televisão, cinema e ópera. Aos 18 anos de idade, começa a dar aulas em São Paulo de educação artística e iniciação às artes plásticas para crianças e adolescentes. Com alguns alunos da Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP, abre o Pod Minoga Studio, um centro de pesquisas de linguagem cênica que, nos anos 70, causa furor e torna-se um fenômeno cult. Sua estreia profissional fora desse grupo se dá como cenógrafo e figurinista em “El Grande de Coca-Cola”, musical americano dirigido por Luís Sérgio Person. Na sequência, executa os bonecos de “Vila Sésamo”, programa infantil da TV Cultura de enorme sucesso. Como autor escreve e dirige a trilogia “No Natal a Gente Vem Te Buscar”, “A Aurora da Minha Vida” e “Um Beijo, um Abraço, um Aperto de Mão”, que arrancou grandes elogios do crítico Yan Michalski.
A estes trabalhos seguem-se outros de grande repercussão, como “Nijinski”, “Suburbano Coração”, “Água Com Açúcar”, “Strippers”, e inéditos como “Ódio a Mozart” e “As Festas do Amigo Secreto”. Como diretor, além de encenar seus próprios textos, destaca-se nas montagens de “Cenas de Outono”, “Lulu”, “Longa Jornada de Um Dia Noite Adentro”, “A Flor do Meu Bem Querer” e “As Pequenas Raposas”. Em 1983, roteiriza “O Grande Circo Místico”, espetáculo de dança sobre trilha sonora de Chico Buarque e Edu Lobo e adapta e dirige “Dona Doida”. No mesmo ano, faz a adaptação de texto e direção de “Big Loira”. Em 1997, faz a direção cênica do espetáculo de dança “Muito Romântico”, novas versões das canções do Roberto Carlos, com coreografias de Susana Yamauchi, em parceria com João Maurício, espetáculo que faz consecutivas viagens ao exterior. Cria também a “Ópera do 500”, “Os Pescadores de Pérolas” e “King Arthur”, no Teatro Municipal de São Paulo, “Janufa”, de Leos Janácek, além de versões compactas para “Carmen” e “Mme. Butterfly”. Na área da dança cria alguns espetáculos memoráveis, especialmente para o desempenho de J. C. Violla.
FICHA TÉCNICA
Roteirista: David Hare
Diretor: Naum Alves de Souza
Tradução: Naum Alves de Souza e Nathalia Timberg
Elenco: Nathalia Timberg e Rosamaria Murtinho
Figurinos: Beth Filipecki e Renaldo Machado
Cenários: Celina Richers
Iluminação: Wilson Reiz
Assessoria de Imprensa: Will Comunicação e Marcelo Rocha
Direção de Produção: Humberto Braga
Idealização e Coordenação do Projeto: Hermes Frederico |  |  |  | | | | Veja
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