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teatro :  [21.10.09 a 30.10.09] <br>Simplesmente eu. Clarice Lispector
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[21.10.09 a 30.10.09]
Simplesmente eu. Clarice Lispector
Local:Teatro Odylo Costa, Filho [Centro Cultural UERJ]
Rua São Francisco Xavier, 524
Maracanã
(21) 2587-7116
Data:de 21 a 30 de outubro de 2009
[de quarta a sexta-feira]
Hora:veja programação
Valor:R$20 [inteira]
R$10 [meia - estudantes com identificação, terceira idade, professores da rede municipal, portadores de necessidades especiais e servidores efetivos e contratados da UERJ]
R$10 [com a doação de uma lata de leite em pó para a entidade Rede de Voluntariado do Hospital Universitário Pedro Ernesto]

Pagamento na bilheteria em dinheiro
Bilheteria: de segunda a sexta-feira, das 11h às 13h e das 14h às 20h
Entrada pelo portão 2
Estacionamento: R$3

Compra pela internet:
www.ticketronic.com.br (todos os cartões de crédito) - Vendas a partir do dia 14.10

Capacidade:
1106 lugares

Duração:
55 minutos

Classificação etária:
12 anos
Atenção: os horários e a programação podem ser alterados pelo local sem aviso prévio. Por isso, é recomendável confirmar as informações por telefone antes de sair.
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Simplesmente eu. Clarice Lispector

Foram dois anos de pesquisa, seis meses de preparação vocal e corporal e temporadas no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília e Rio de Janeiro - além de uma vida de leituras e releituras.

Na juventude, Beth se encantou com Perto do Coração Selvagem (1943), romance de estreia da escritora. Escrevia cartas para uma amiga que vivia em Paris e citava a autora. "Vivi uma busca existencial na adolescência e Clarice foi uma grande referência para mim. Ela é tachada de inacessível, de difícil de se compreender. Aqui, se explica um pouco", brinca Beth, que é também a diretora de "Simplesmente eu. Clarice Lispector" e responsável pela adaptação de seus textos para o teatro.



O espetáculo mostra a trajetória desta mulher em direção ao entendimento do amor, de seu universo, suas dúvidas e contradições. Uma autora e seus personagens dialogando sobre a vida e morte, criação, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, entrega, inspiração, aceitação e entendimento. O texto é extraído de depoimentos, entrevistas, correspondências de Clarice e trechos das obras "Perto do Coração Selvagem", "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres" e os contos "Amor" e "Perdoando Deus".

Em cena, encarna Joana, Lóri, de Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, Ana, do conto Amor, de Laços de Família, e é Clarice - escritora, mãe, mulher. O que norteou Beth foi a vontade de traçar um paralelo entre elas e a trajetória de vida da autora, cuja literatura era ligada a seus questionamentos. Entre o divã, a mesinha com uma máquina de escrever, a poltrona e um banco, Clarice fala sobre amor, maternidade, angústia do viver, felicidade, transitoriedade.

A história da mulher que se depara com um rato morto na Avenida Copacabana é uma passagem cômica da peça. "As pessoas não associam o humor à obra de Clarice, mas ela tinha um humor meio de rir de si mesma." Ao dar vida às personagens dos livros, a interpretação é mais expressionista. Quando é Clarice, Beth é mais natural. Para chegar ao jeito de falar que a distinguia, uma mistura de língua presa e sotaque pernambucano (Clarice nasceu na Ucrânia e emigrou com a família para o Brasil, no Nordeste, aos 2 anos), ela contou com dicas de Paulo, filho de Clarice, que ficou comovido com a encenação.
Assim como o público, ele reconheceu no rosto dela traços semelhantes aos da mãe.

Afora as leituras, a atriz ouviu o depoimento da escritora ao Museu da Imagem e do Som e a última entrevista, de 1977, gravada pouco antes da morte, aos 57 anos (foi veiculada na TV Cultura dez meses depois, a seu pedido). Para entender melhor o universo de Clarice, fez workshops com a psicanalista Daisy Justus, que analisa sua obra. Beth contou com a supervisão do diretor Amir Haddad, que lhe "iluminou o entendimento".

PROGRAMAÇÃO
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21.10 [quarta-feira] - 19:30h
22.10 [quinta-feira] - 19:30h - Espetáculo seguido de Debate 23.10 [sexta-feira] - 19:30h
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28.10 [quarta-feira] - 19:30h
29.10 [quinta-feira] - 19:30h - Espetáculo seguido de Debate 30.10 [sexta-feira] - 20:30h
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FICHA TÉCNICA
Texto: Clarice Lispector
Adaptação, Interpretação e Direção: Beth Goulart
Supervisão: Amir Hadad
Iluminação: Maneco Quinderé
Cenografia: Ronald Texeira e Leobruno Gama
Figurino: Beth Filipecki
Direção de Movimento: Marcia Rubin
Preparação Vocal: Rose Gonçalves
Trilha Sonora: Alfredo Sertã
Criação de Vídeos e Fotos: Fabian
Visagismo: Westerley Dornellas
Visagismo das Fotos: Rose Verçosa
Programação Visual: João Gabriel Carneiro
Assessoria de Imprensa e Direção de Produção: Pierina Morais
Produção UERJ: Alba Ribeiro
Coordenação Geral UERJ: Maria Lúcia Galvão
Assessoria de Comunicação Social UERJ/SR-3/DECULT: Rafael Nacif / Marcio Albuquerque / Amanda Neves / João Meireles
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