Divagações de um Fugu delirante [Miguel Rio Branco] - Silvia Cintra galeria de Arte
rioecultura : EXPO Divagações de um Fugu delirante [Miguel Rio Branco] - Silvia Cintra galeria de Arte : Silvia Cintra Galeria de Arte
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Abertura: 28 de agosto de 2009
Encerramento: 26 de setembro de 2009

Miguel Rio Branco apresenta seu olhar sobre Tóquio em "Divagações de um Fugu Delirante". A conexão de Miguel Rio Branco com o Japão é um caso antigo. O fotógrafo, que em 2004 participou de uma mostra no Museu Nacional de Belas Artes, em Tóquio, já havia visitado antes a capital japonesa e se encantado com sua cultura e arquitetura, além da conexão entre a sua sofisticação e a natureza e do ócio com o urbano.



Em 2005 foi convidado para fotografar para o livro Babel, referente ao filme do premiado cineasta mexicano Alejandro González Iñarritu (Babel, Taschen). Em 2007 o artista voltou para realizar seu segundo projeto no país, idealizado por Marco Antonio Nakata, adido cultural da embaixada do Brasil em Tóquio, no qual o brasileiro fotografou a capital japonesa enquanto o japonês Daido Moryama a cidade de São Paulo. Esses dois grandes nomes da fotografia se juntaram em uma mostra conjunta para apresentar o contraponto simultâneo dos contrastes entre duas culturas e duas metrópoles.

O trabalho resultou numa grande exposição no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio - MOT, em 2008. Parte desta série de Miguel Rio Branco será apresentada pela Sílvia Cintra Galeria de Arte, de 27 de agosto a 26 de setembro na exposição "Divagações de um Fugu Delirante".

O preparo do fugu, nome que se dá ao peixe baiacú no Japão, é extremamente delicado pois qualquer descuido no processo de retirada parcial do veneno pode ser letal. E exatamente essa questão do limiar (entre prazer e morte, ocidente e oriente, moderno e tradição, o que está acima d´água e o que mora nela) é um dos alvos preferenciais de Rio Branco. Miguel, conhecido por não freqüentar vernissages, abre uma exceção para este trabalho onde ainda apresentará um vídeo com imagens da maior área urbana do mundo, Tóquio.



BIOGRAFIA

O brasileiro Miguel Rio Branco nasceu nas Ilhas Canárias em 1946. Filho de um diplomata mudou muitas vezes de país, morando, no período que cursava o ensino médio, no Brasil, Argentina, Portugal, Suíça e Estados Unidos. Hoje é de um dos artistas nacionais com maior projeção no exterior, com um currículo repleto de exposições em espaços de grande prestígio, como as suas individuais Out of Nowhere, no Groninger Museu, na Holanda (2006), e Plaisir La Douleur, na Maison Européenne de La Photographie, em Paris (2005). No Centro de Arte Contemporânea Inhotim (MG) está em construção um pavilhão subterrâneo para acolher exclusivamente a sua obra, que também integra importantes coleções públicas e privadas no mundo.

Miguel Rio Branco desde 1980 é fotógrafo correspondente da agência Magnum de Paris e em 1994 começou a dedicar-se exclusivamente aos projetos pessoais, em que a fotografia se funde com a experiência da pintura e do cinema. Recebeu diversos prêmios, entre eles o Prix Kodak de la Critique Photographique (1982); Rockfeller Foundation (1993); a Bolsa Vitae de Artes/Fotografia (1993); o Prêmio Nacional de Fotografia, Funarte (1995); e Prix du Livre Photo, Arles, França (1997) e o mais recente, o Prêmio Porto Seguro de Fotografia, Brasil (2009).



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:: Exposição em parceria com a Galeria BOX 4
- Veja a exposição da BOX 4
Local:
Silvia Cintra Galeria de Arte
Rua Teixeira de Melo, 53-D
Ipanema
(21) 2521-0426

Funcionamento:
De 2ª a 6ª feira, das 10h às 19h
Sábado, das 12h às 16h

Ingresso:
Entrada franca

Atenção: os horários e a programação podem ser alterados pelo local sem aviso prévio. Por isso, é recomendável confirmar as informações por telefone antes de sair.