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A cor do Brasil
rioecultura : EXPO A cor do Brasil : Museu de Arte do Rio [MAR]
ABERTURA:
2 de agosto de 2016
ENCERRAMENTO:
15 de janeiro de 2017
LOCAL:
Museu de Arte do Rio [MAR]
Praça Mauá
Centro
(21) 2203-1235
FUNCIONAMENTO:
de 3ª a 6ª feira, das 10 às 17h
sábado, domingo e feriado, das 10h às 17h
INGRESSO:
R$8 [inteira]
R$4 [meia - estudantes de escolas particulares (ensino fundamental e médio) e universitários]
Gratuito todas as terças-feiras para o público em geral.
De quarta a domingo o MAR é gratuito para:
​ - Alunos da rede pública de ensino médio e fundamental (com carteira de estudante);
- Crianças com até 5 anos de idade;
- Pessoas mais de 60 anos (com documento de identificação);
- Professores de escola pública (com documento de identificação);
Atenção: os horários e a programação podem ser alterados pelo local sem aviso prévio. Por isso, é recomendável confirmar as informações por telefone antes de sair.
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A mostra traça a trajetória da arte brasileira desde o período colonial até o século XXI. Reúne mais de 300 peças, vindas da Argentina, do México e de outras 12 instituições espalhadas pelo Brasil, que cederam parte de seus acervos para a montagem da mais completa antologia da cor já apresentada na cidade do Rio de Janeiro.

O percurso é formado por obras-primas que vão de Frans Post – um dos mais importantes artistas neerlandeses, que no século XVII participou de expedição pelo nordeste do Brasil – a Tarsila do Amaral, considerada a primeira dama do modernismo nacional e autora de Abaporu (1928) e Antropofagia (1929), pinturas mundialmente conhecidas que retornam à cidade pela primeira vez desde o começo do século XX. O público também terá a oportunidade de apreciar o elogio da beleza nas cores de Eliseu Visconti e Beatriz Milhazes.

A exposição será dividida em três galerias. A primeira delas, intitulada A transformação da luz e do ambiente ecológico em cor, será dedicada à visão sintética da paisagem. Retratos, paisagens e naturezas mortas cedem espaço para uma seleção do melhor do impressionismo no Brasil, enquanto a base filosófica da mudança de conceito poderá ser compreendida a partir do desafio lançado por Graça Aranha, que incentivou os artistas na transformação de luz em cor e do ambiente ecológico brasileiro em sensações plásticas. No mesmo ambiente, a cronologia segue para mostrar a modernidade introduzida por Anita Malfatti, Guignard, Goeldi, Portinari, Ismael Ney, Lasar Segall, Antonio Gomide e Flavio de Carvalho, entre outros.

A segunda sala, Modernidade e Autonomia da arte, será formada por diversos núcleos significativos. O grupo formado por Henrique Bernardelli, Bruno Lechowski, José Pancetti, Milton Dacosta, Quirino Campofiorito e Joaquim Tenreiro retratará a emancipação do regionalismo em prol da vontade de pintar. No mesmo espaço, haverá ainda núcleos formados pelos concretistas de são Paulo – Waldemar Cordeiro, Lothar Charoux, Geraldo De Barros, Hermelindo Fiaminghi, Luis Sacilootto e Judith Laund; os neoconcretos – Lygia Clark, Franz Weissmann, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Aluisio Carvão, Decio Vieira, Willys de Castro, Barsotti e Osmar Dillon; os gestuais – Bandeira, Shiró, Tomie Ohtake, Mabe e Iberê Camargo; assim como parte da cena da cor no Rio formada por Eduardo Sued, Manfredo Souzaneto e Gonçalo Ivo.

Na terceira e última sala, Opinião, Tropicália, Geração 80 e Cor do Século XXI, o foco se torna a Cor do Rio, a partir de movimentos ocorridos na cidade: as mostras Opinião e Tropicália, a Sala Experimental do MAM e Geração 80. Para retratar a extensão do tema da cor no Brasil nas últimas seis décadas, será feita uma reunião das obras de Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Carlos Vergara, Roberto Magalhães, Rubens Gerchmann, Wanda Pimentel, Tunga, Anna Bella Geiger, Katie van Scherpenberg e José Maria Dias da Cruz, professores da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Alcançando o século XXI, é realizada uma revisão da ideia do “nacional”, que tem na bandeira seu maior ícone. A exposição retoma as implicações e projetos políticos da cor na atualidade, indagando se existiria uma cor afro-brasileira na arte.

A cor do Brasil tem curadoria assinada por Paulo Herkenhoff e Marcelo Campos. A realização é da equipe do Instituto Odeon/Museu de Arte do Rio; produção de Maria Clara Rodrigues, da Imago Escritório de Arte; com arquitetura de Leila Scaf Rodrigues; e identidade gráfica de Fernando Leite. Para marcar a abertura da mostra, em 2 de agosto, o MAR, sob gestão do Instituto Odeon, promove uma Conversa de Galeria, às 11h, com a participação dos curadores. Destaques da mostra, por Paulo Herkenhoff

Tarsila do Amaral – A tela Abaporu é emblemática do modernismo da Antropofagia, revela a cultura que absorve todas as contribuições em linguagem própria. De Buenos Aires virá o famoso Abaporu (1928), obra chave da modernidade brasileira, além de Antropofagia (1929), de igual significado;
Grimm e Castagneto - Dois fundadores da arte brasileira serão apresentados por paisagens que demonstram a sabedoria da cor;
Eliseu Visconti - A excelência do sábio pintor com cores cantantes;
Anita Malfatti - Como compreender o impacto da obra de Malfatti no modernismo. Seu núcleo tornará visível suas audácias na forma e na cor;
Volpi - O grande artista da cor brasileira será apresentado por um conjunto delicado de telas dos anos 50 e 60, a maioria nunca exposta no Rio;
Três pintores estarão representados por suas obras magnas: Antonio Gomide com o Retrato de Vera Azevedo (final da déc. 1920); o Autorretrato (1927), de Ismael Nery, no qual ele se representa entre o Pão-de-açúcar e a Torre Eiffel; e o dramático e monumental Navio de Emigrantes (1939) de Lasar Segall.
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