rioecultura rioecultura
Facebook Twitter Pinterest Picasa Instagram
EXPOSIÇÕES EVENTOS LOCAIS CULTURAIS COLUNISTAS ARTIGOS MATÉRIAS NOTÍCIAS INSTITUCIONAL COLABORADORES CONTATO
TRANSLATE THIS WEBSITE
Espaços de cultura
VOLTAR
PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Cronologia do Patrimônio Histórico no Brasil
até o ano 2000
Por Leonardo Ladeira

1742 Em carta ao governador de Pernambuco, d.André de Melo e Castro, o Conde de Galveias, vice-rei do Brasil, opõe-se à transformação do Palácio das Duas Torres, construído no período Nassau em Recife, em quartel da tropa local. Para o Conde, era imprescindível a manutenção da integridade da construção. Segundo sua carta, as obras holandesas do período Nassau eram livros que falam, sem que seja necessário lê-los. O gesto é considerado o primeiro em defesa do patrimônio histórico no Brasil.
Séc.XVII Francisco Mesquita, escrivão da Fazenda Real, realiza o inventário dos prédios existentes em Recife, após a expulsão dos invasores holandeses. A lista totalizou 290 imóveis, que foram descritos de acordo com seus estilos e técnicas empregadas.
1772 Publicado em Lisboa o livro Santuário Mariano e histórias das imagens milagrosas de Nossa Senhora, de Frei Agostinho de Santa Maria. Os volumes IX e X da obra fazem uma minuciosa descrição das imagens da Virgem em território brasileiro.
1790 Joaquim José da Silva escreve a primeira síntese da evolução das artes em Minas Gerais.
1818 D. João VI cria, no Rio de Janeiro, o Museu Real, embrião do Museu Nacional.
1833 Fundado no Rio de Janeiro o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB, com o objetivo de divulgar e reunir documentos relativos à história, geografia e cultura nacional. O IHGB foi muito prestigiado pelo imperador d.Pedro II, que fez várias doações à instituição.
1855 O Barão do Bom Retiro, ministro do Império, ordena que se conserve os monumentos públicos para que fossem preservadas as inscrições contidas nos mesmos.
1858 Rodrigo Bretas, professor de filosofia e retórica em Minas Gerais, publica a primeira biografia de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Para realizar o trabalho, Bretas consulta livros de registros de igrejas e colhe o depoimento da nora do artista. Devido a publicação, Bretas é convidado a integrar o Instituto Histórico e Geográfico e Brasileiro.
1873 Joaquim Norberto de Sousa Silva, empregado da Secretaria do Estado do Império e sócio do Instituto Histórico, publica a História da Conjuração Mineira, considerada uma obra revolucionária no estudo da Inconfidência. No livro, Norberto diminui a importância de Tiradentes no episódio, considerando-o figura secundária.
1914 O arquiteto português Ricardo Severo realiza, na Sociedade de Cultura Artística de São Paulo, a conferência A Arte Tradicional no Brasil: A Casa e o Templo. Severo, um dos baluartes do estilo neocolonial no Brasil, também realizou viagens à Minas Gerais, em companhia de José Mariano Filho, outro nome do mesmo estilo.
1916 Alceu Amoroso Lima publica na Revista do Brasil o artigo Pelo Passado Nacional, relatando impressões colhidas durante viagem a Minas Gerais, em companhia de Rodrigo Melo Franco de Andrade.
1918 José Washt Rodrigues realiza suas primeiras viagens a Minas Gerais para analisar e estudar os elementos decorativos arquitetônicos coloniais brasileiros.
1919 Primeira viagem de Mário de Andrade à Minas Gerais. O escritor visita, em Mariana, o simbolista Alphonsus de Guimarãens. Na volta a São Paulo, Andrade faz uma conferência sobre a arte religiosa do país.
1920 O presidente Epitácio Pessoa abole o banimento da família imperial. No ano seguinte os restos mortais de d.Pedro II e d.Teresa Cristina são trazidos para o Brasil, para serem guardados no Mausoléu Imperial, na Catedral de Petrópolis.
1923 O deputado Luiz Cedro apresenta o primeiro projeto de lei destinado à proteção do patrimônio. Cedro sugeria que fosse criada uma inspetoria dos monumentos históricos para "o fim de conservar os imóveis públicos ou particulares, que no ponto de vista da história ou da arte revistam um interesse nacional".
1924 Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Olívia Guedes Penteado e Blaise Cendrars fazem viagem à Minas Gerais, onde visitam as principais cidades históricas do Estado.
José Mariano Filho, então presidente da Sociedade Brasileira de Belas Artes, convoca arquitetos e alunos para realizar inventários detalhados sobre o acervo arquitetônico histórico brasileiro, com o objetivo de organizar álbuns para divulgar os monumentos nacionais. Assim, Lúcio Costa vai para Diamantina, Nereu Sampaio a São João del Rey e Congonhas, Ângelo Brunhs a Mariana, e Nestor de Figueiredo a Ouro Preto.
1925 Gregori Warchavchik publica no Il Piccolo (Jornal italiano rodado em São Paulo) o primeiro manifesto sobre a arquitetura moderna no Brasil, sob o título Futurismo? .
1926 Um grupo de escritores nordestinos liderados por Gilberto Freire lança o Manifesto Regionalista, que buscava chamar a atenção do país para os valores da cultura popular daquela região.
Criada a Inspetoria Estadual de Monumentos Históricos em Minas Gerais. No ano seguinte seria criada a da Bahia e em 1928 a de Pernambuco.
1927 Gregori Warchavchik projeta a primeira construção modernista da América do Sul: a casa da rua Santa Cruz, em São Paulo.
1930 Como parte do programa de estruturação do Estado brasileiro, o presidente Getúlio Vargas cria o Ministério da Educação e Saúde.
1932 O arquiteto norte-americano Frank Lloyd Wright visita o Brasil, onde realiza conferências no Rio sobre a arquitetura de países tropicais e a relação arquitetura/natureza.
1933 A cidade de Ouro Preto é elevada à categoria de monumento nacional, iniciativa que representou a primeira ação do governo Federal em relação à proteção do patrimônio.
1934 Criada a Inspetoria dos Monumentos Nacionais, o primeiro órgão federal de proteção ao patrimônio. A Inspetoria, fundada por iniciativa de Gustavo Barroso, teve atuação restrita e foi desativada em 1937, quando da criação do SPHAN.
Gustavo Capanema substitui Francisco Campos no Ministério da Educação e Saúde.
1936 O ministro Gustavo Capanema pede a Mário de Andrade que faça um anteprojeto para a criação de um serviço federal de proteção ao patrimônio. O anteprojeto de Andrade desenvolve uma concepção de patrimônio bastante avançada para a época. O escritor não se detém apenas na conceituação de patrimônio, mas também na caracterização da função social do órgão, revelando sua preocupação com a questão educacional. O anteprojeto é concluído em 24/03.
Criado o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - SPHAN, sob direção de Rodrigo Melo Franco de Andrade. Um dos primeiros objetivos do órgão foi fazer o levantamento das obras de arte e monumentos nacionais. Participam do SPHAN no período inicial nomes como Lúcio Costa (chefe da Divisão de Estudos e Tombamentos), Carlos Drummond de Andrade (organizador do arquivo e chefe da seção de História), Afonso Arinos de Melo Franco (consultor jurídico) e Manuel Bandeira (colaborador nas publicações). O SPHAN contou ainda com as colaborações de intelectuais como Alceu Amoroso Lima, Gilberto Freire, Sérgio Buarque de Hollanda; e especialistas estrangeiros como Germain Bazin, Hannah Levy e Robert Smith.
1937 Com a Lei nº 378, de 13/01, o SPHAN passa a integrar oficialmente a estrutura do MES e é criado o conselho consultivo.
O Decreto-lei de n° 25, de 30/11, organiza a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional. São criados quatro livros de tombos: Histórico, de Belas-Artes, de Artes-Aplicadas e Arqueológico/Etnográfico/Paisagístico. Iniciam-se trabalhos de inventário e pesquisa nos estados de Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal (na época, a cidade do Rio de Janeiro). As pesquisas levantaram informações sobre os bens, desde seu estado de conservação e alterações sofridas até as referências bibliográficas existentes e a documentação fotográfica relativas aos mesmos. A prioridade dos tombamentos foi dada aos remanescentes da arte colonial brasileira, especialmente aos bens de arquitetura religiosa.
Começa a ser construído, na rua da Imprensa, RJ, o edifício do Ministério da Educação e Saúde, depois Educação e Cultura, e atual Palácio Gustavo Capanema. Considerado marco da arquitetura moderna brasileira, o edifício foi projetado por uma equipe liderada por Lúcio Costa, e que reunia nomes como Oscar Niemeyer, Affonso Reidy, Carlos Leão, Jorge Moreira e Ernâni Vasconcelos. O projeto teve parecer do arquiteto suíço Le Corbusier.
1938 O conjunto arquitetônico e paisagístico de São João del Rey é o primeiro bem tombado no livro de Belas-Artes do SPHAN, a 04/03. Em 31/03, a Igreja e o Convento de São Francisco, em Salvador, Bahia, tornam-se o primeiro bem inscrito no Livro Histórico; e em 05/05, a coleção do Museu de Magia Negra (RJ) é a primeira a ser tombada na categoria de livro Arqueológico/Etnográfico/Paisagístico.
1943 Getúlio Vargas cria o Museu Imperial, instalado no antigo Palácio Imperial de Petrópolis.
1945 Inaugurado por Getúlio Vargas o prédio do Ministério da Educação e Saúde.
Germain Bazin chega ao Brasil, onde permaneceria por dez anos estudando a arquitetura religiosa brasileira.
1946 O SPHAN passa a ser chamado de DPHAN (Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
1947 Tombada a Igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha, Belo Horizonte. A Igreja, projetada por Oscar Niemeyer, é o primeiro exemplar de arquitetura moderna tombado no país.
1948 O prédio do Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema, é tombado no livro de Belas-Artes.
1965 Germain Bazin protesta em Washington contra a descaracterização do conjunto arquitetônico de Ouro Preto.
1967 Rodrigo Melo Franco de Andrade se aposenta. Em seu lugar, assume a direção do DPHAN, Renato Soeiro.
1970 O DPHAN é transformado em IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
1972 Criado em São Paulo o Monumento do Ipiranga, construído especialmente para abrigar os despojos de d.Pedro I e d.Leopoldina.
1973 Tombados no Livro de Belas-Artes os prédios do Teatro Municipal, Biblioteca Nacional, Museu Nacional de Belas Artes e Caixa de Amortização. Localizados no Rio de Janeiro, os prédios são os primeiros exemplares do estilo eclético tombados no Brasil. O ecletismo era até então depreciado no Brasil por representar uma imitação de exemplares europeus.
1979 Aloísio Magalhães assume a presidência do IPHAN. Em 13/11, o IPHAN é transformado em Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Em 17/12 é criada a Fundação Nacional Pró-Memória.
1980 A cidade de Ouro Preto (MG) é inscrita na lista do Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO.
1982 A cidade de Olinda (PE) é inscrita na lista do Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO.
1983 As ruínas de São Miguel das Missões (RS) são inscritas na lista do Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO.
1985 O Centro Histórico de Salvador e o Santuário do Nosso Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG), são inscritos na lista do Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO.
1986 O Parque Nacional do Iguaçú (PR) é inscrito na lista do Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO.
1987 O Plano-Piloto de Brasília é inscrito na lista do Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO.
1989 Ítalo Campofiorito é nomeado presidente da Fundação Pró-Memória e secretário da SPHAN.
1990 Extintas a SPHAN e a FNPM. Criado o IBPC: Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural.
1991 O Parque Nacional da Serra da Capivara (PI) é inscrito na lista do Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO.
1997 O Centro Histórico de São Luís (MA) é inscrito na lista do Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO.
1999 A cidade de Diamantina (MG) é inscrita na lista do Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO.
- Cronologia do Patrimônio Histórico no Brasil
- Primeiros tombamentos realizados pelo IPHAN
- O que é "Bens Tombados"?
- O que é "Patrimônio Cultural"?
Pesquise no Rio&Cultura - by Google
ESPAÇOS DE CULTURA
relação de locais culturais

  Museus
  Centros Culturais
  Galerias de Arte
  Igrejas Históricas
  Parque e Jardins
  Patrimônio Histórico
  Bibliotecas
  Cinemas Cuturais
  Teatros
  Mapa de pontos culturais
EVENTOS
destaque

Relação completa de Eventos
cadastre-se Divulgue

EXPOSIÇÃO
destaque

rioecultura : EXPO Festa Brasileira: Fantasia Feita à Mão : CRAB – Centro SEBRAE de Referência do Artesanato Brasileiro
Festa Brasileira: Fantasia Feita à Mão
Relação completa de Exposições
MATÉRIA
destaque

rioecultura : MATÉRIA Museu Marítimo do Brasil integrará o circuito cultural da orla portuária do Rio de Janeiro
Museu Marítimo do Brasil integrará o circuito cultural da orla portuária do Rio de Janeiro
Relação completa de Matérias
 
  voltarsubir
© Copyright 2008-2013 Rio&Cultura
SIMETRIA Arte e Comunicação desenvolve este site

Clicky Web Analytics
Rio&Cultura