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Museu da Maré (MM)
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Museu da Maré (MM)
Classificação: Museu
Endereço: Avenida Guilherme Maxwell, 26
Maré - Rio de Janeiro / RJ
CEP 21040-212
Telefone: (21) 3868-6748.
website: www.museudamare.org.br
Funcionamento:
De 2ª a 6ª feira, das 9h às 18h
Sábado, das 10h às 14h
Ingresso: Entrada franca
Atenção: os horários e a programação podem ser alterados pelo local sem aviso prévio. Por isso, é recomendável confirmar as informações antes de sair.
EM BREVE DISPONIBILIZAREMOS O MAPA.
CONHEÇA MAIS

O Museu da Maré é um programa de ações voltadas para o registro, preservação e divulgação da história das comunidades faveladas da Maré, em seus diversos aspectos, sejam eles culturais, sociais, econômico ou religiosos. O programa envolve vários núcleos de ação que têm como centro a exposição permanente, mas que se desdobra em ações como a organização de acervo documental, a realização de pesquisa em história oral, o grupo de contadores de história, a realização de outros eventos diversos como exposições itinerantes, seminários, oficinas e produção de material temático sobre a Maré. Os projetos desenvolvidos pelo programa visam favorecer a criação de canais que fortaleçam os vínculos comunitários entre os moradores, não mais calcados na experiência coletiva de desigualdade e descriminação, mas sim no sentido comunitário orientado pela identidade histórica e cultural.

Um pouco sobre a história
O Museu da Maré foi inaugurado no dia 08/05/2006 em cerimônia que contou com a participação do Ministro da Cultura Gilberto Gil e grande mobilização da comunidade local. O museu está instalado em um galpão industrial destinado ao reparo de peças navais dado em comodato para a implantação da Casa de Cultura da Maré. Na verdade, o museu é desdobramento de uma experiência que teve início em 1989, com o grupo chamado TV Maré, que tinha o objetivo de registrar imagens da comunidade e depoimentos dos moradores locais. Com o desenvolvimento das atividades da TV Maré, o acervo foi constituído, sendo formado por imagens em movimento e a partir da idéia da realização de um vídeo sobre a história das comunidades locais, este agentes tiveram contato com uma história que não conheciam e iniciaram um trabalho de pesquisa que ampliou ainda mais o acervo. Perceberam também que a memória local estava acabando, tanto pelas grandes intervenções governamentais na geografia local, bem como pelo desaparecimento dos moradores mais antigos. Daí surgiu o desejo de memória.

Em 1997, com a Fundação do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré - CEASM, fundado em parte por moradores locais que tinham participado da experiência da TV Maré, o trabalho com a memória local foi institucionalizado através da criação da Rede Memória da Maré. O trabalho da rede se desdobrou na criação de um arquivo institucional destinado a pesquisa, preservação e divulgação de documentação nos mais variados suportes sobre a história local; um programa de história oral para coleta e registro do depoimento dos moradores e lideranças da região e a criação do grupo de contadores de histórias com o objetivo de difundir as histórias e lendas surgidas das vivências dos moradores. Outra iniciativa importante foi a criação de uma exposição com material fotográfico e fragmentos de depoimentos que percorreria os lugares públicos das comunidades. Na época o CEASM, a partir de uma parceria com o Museu da Vida estava desenvolvendo o Curso de Formação de Monitores de Museus e uma mesa da qual participaram a diretoria do CEASM, Cláudia Rose Ribeiro e o professor Mário Chagas, o encontro abriu a possibilidade de constituição de um Museu que agregasse todas as iniciativas de memória que contasse com meios de textos, documentos e objetos da história da comunidade da Maré.

A experiência de realização de uma exposição em 2004 no Museu da República, utilizando a linguagem museográfica e de uma instalação no Castelinho do Flamengo com imagens do acervo da Rede Memória com uma linguagem artística e etnográfica que demonstraram ser possível a constituição do Museu. Em 2005, com recursos oriundos do Programa Cultura Viva - Pontos de Cultura e apoio técnico do Departamento de Museus do IPHAN, principalmente na pessoa do professor Mário Chagas que iniciou a implantação do Museu da Maré. Decorridos cinco meses de sua inauguração o Museu é um sucesso de público com mais de 6.000 visitantes, tendo resultados, como: crescimento da auto-estima da comunidade, o despertar para a riqueza e o valor de sua história.

Um pouco sobre acervo
O acervo do Museu da Maré é constituído de documentos nos mais diversos suportes e objetos. A documentação está sendo reunida desde 1989 com o trabalho de pesquisa realizado junto à comunidade. São documentos que tratam do processo de formação e da luta pela titulação da ocupação da região. Há farto material fotográfico sobre a ocupação da região com imagens anteriores à realização dos aterros e remoções. Os objetos foram doados por moradores a partir de uma campanha de doação, visando a inauguração do museu, em um processo que está tornando-se espontâneo quando os moradores trazem os objetos que entendem ser importantes para serem incorporados ao museu. São objetos simples do cotidiano que dão conta das vivências, saberes locais, tradições, como equipamentos de pesca, barcos, móveis, utensílios domésticos, roupas, quadros, votos, peças de rituais, brinquedos e maquetes. O acervo está em constante construção e formação, conforme a dinâmica do museu.


- NENHUMA EXPOSIÇÃO EM CARTAZ

- NÃO HÁ AGENDA DE EVENTOS

EXPOSIÇÃO EM MEMÓRIA
[o que passou por aqui e não está mais em cartaz]
Arte in Loco
§Parágrafo 0: Habitação
Caminhos do Passado, Mudanças no Futuro
Casinha Daros