No seu conceito básico, Patrimônio
Histórico refere-se a um bem móvel, imóvel
ou natural, que possua valor significativo para uma sociedade,
podendo ser estético, artístico, documental, científico,
social, espiritual ou ecológico.
A preservação do patrimônio histórico
teve início como atividades sistemáticas no século
XIX, após a Revolução Francesa e a Revolução
Industrial, inicialmente para restaurar os Monumentos e Edifícios
Históricos destruídos na guerra. O arquiteto francês
Eugène Viollet-le-Duc elaborou os primeiros conceitos
para a preservação e restauração
de patrimônio edificado, tornando-se referência
teórica na Europa e no Mundo. Outros pensadores como
o o crítico de arte inglês John Ruskin e o arquiteto
italiano Camillo Boito elaboraram teorias importantes no processo
de preservação e restauração, embora
conflitantes.
Hoje existem diretrizes para a conservação, manutenção
e restauração do patrimônio cultural, expressas
em Cartas Patrimoniais e propagadas por orgãos internacionais
e instituições acadêmicas.
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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (IPHAN) é uma autarquia do Governo do Brasil,
vinculado ao Ministério da Cultura, responsável
pela preservação do acervo patrimonial, tangível
e intangível, do país.
A criação do organismo federal de proteção
ao patrimônio, em 13 de janeiro de 1937, chamado na
época de SPHAN, foi confiada a intelectuais e artistas
brasileiros ligados ao movimento modernista. Era o início
do despertar de uma vontade que datava do século XVII
em proteger os monumentos históricos.
A criação da Instituição obedece
a um princípio normativo, atualmente contemplado pelo
artigo 216 da Constituição da República
Federativa do Brasil, que define patrimônio cultural
a partir de suas formas de expressão; de seus modos
de criar, fazer e viver; das criações científicas,
artísticas e tecnológicas; das obras, objetos,
documentos, edificações e demais espaços
destinados às manifestações artístico-culturais;
e dos conjuntos urbanos e sítios de valor histórico,
paisagístico, artístico, arqueológico,
paleontológico, ecológico e científico.
A Constituição também estabelece que
cabe ao poder público, com o apoio da comunidade, a
proteção, preservação e gestão
do patrimônio histórico e artístico do
país.
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IPHAN, clique
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