A Ilha de Paquetá apresenta belezas naturais e uma história preservada pelo tempo
Postado na data de 04.01.10
Aproveitando o período de férias escolares, a época de turismo e o verão do Rio de Janeiro, a equipe do Rio&Cultura fez um passeio até a Ilha de Paquetá.
Localizada na Baía da Guanabara, a ilha é um bairro da cidade do Rio de Janeiro. Diferentes da Ilha do Governador, Paquetá só pode ser alcançada por água - apenas de barco particular ou de barca, que sai diariamente em vários horários da estação das barcas da Praça XV, no Rio.
Com aproximadamente 70 minutos de viagem, o passeio é feito nas tradicionais barcas e durante todo o percurso pode-se contemplar peculiaridades: a vista do centro do Rio, o Pão de Açúcar, a Ilha Fiscal, Niterói, a ponte Rio-Niterói, a Ilha do Governador, embarcações e navios ancourados, vários pássaros e gaivotas sobrevoando as águas, a Serra dos Órgãos e todas as ilhas e ilhotas que fazem parte do trajeto.
Há vários horários de partida e retorno das barcas. Pode-se conferir a trifa e os horários no site oficial das Barcas S.A. [CLIQUE AQUI]
Ao chegar na ilha, passeie primeiro pela rua central, chamada "Rua Furquim Werneck", e ambiente-se com o local. Se quiser, pode-se comprar um folder "Roteiro Cultural" com todas as localidades da ilha e aluguar bicicletas (apenas R$3 por hora ou R$15 se for alugar o dia inteiro). Quem não sabe andar de bicicleta ou prefere um passeio mais bucólico, a ilha oferece passeios de charrete para até 6 pessoas (R$50, por 40 min, ou R$70, por uma hora). Se desejar, o passeio de trenzinho dá a volta na ilha por apenas R$5 por pessoa (saídas da praça das barcas). Os únicos transportes motorizados na ilha são os quadriciclos da polícia local.
Os locais imperdíveis na ilha são a igreja do Bom Jesus do Monte (Igreja matriz da Paróquia de paquetá), Canhão de Saudação a Dom João VI, Árvore Maria Gorda (baobá centenário de origem africana), Cais do Relógio da Mesbla (réplica do relógio estilo art-déco do edifício Mesbla, na rua do Passeio), Ponte da Saudade, Pedra dos namorados, Casa de José Bonifácio, a Pedra da Moreninha, cemitério dos Pássaros, Ponta do lameirão, Poço de São Roque, a Casa de Artes de Paquetá (conjunto arquitetônico com exposições, café e programação cultural), o Solar D´El Rei (biblioteca pública - chácara que hospedava Dom João VI), a praia da Moreninha e o parque Darke de Mattos.
Alguns restaurantes oferecem um ótimo cardápio por um preço bem acessível. Mas se quiser fazer um pique-nique, não há necessidade de levar bebida, pode-se comprar por lá mesmo. Um ótimo local para se fazer um pique-nique é na praia da Moreninha ou no parque Darke de Mattos, que remonta à época dos jesuítas com trilhas e mirantes.
Além disso, andando pelas ruelas e ruas de saibro, pode-se contemplar a história remanescente nos casarões e moradias que até hoje estão preservados. O passeio à Paquetá é um retorno no tempo onde o próprio tempo era percebido de forma diferente. Um local onde não se precisa olhar para o relógio nem ficar preocupado com compromissos. Se por um acaso você se apaixonar pela ilha não se impressione, muitos já se apaixonaram. Além disso, a ilha oferece várias pousadas e hotéis caso se queira ficar mais de um dia.
Um pouco de história
A ilha é um dos bairros mais antigos da cidade. Seu primeiro registro, feito pela expedição de Villegagnon, data do ano de 1555. Mesmo antes da cidade do Rio de Janeiro ser fundada em 1565 por Estácio de Sá, Paquetá foi doada pela coroa portuguesa sob a forma de sesmarias, dando início ao seu processo de colonização.
No Brasil-Colônia, a ilha era visitada por famílias nobres e, após a chegada da família imperial ao Rio, Dom João VI sempre estava presente às festividades de São Roque (padroeiro de Paquetá). Conta a lenda que Dom João VI ia sempre a ilha devido a cura de uma úlcera na perna por meio das milagrosas águas do poço de São Roque.
A ilha de Paquetá foi eternizada no romance de Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha - primeiro romance brasileiro datado de 1843. Até hoje pode-se ver as chácaras e o casario de época.
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DICA
Se possível, faça o passeio durante a semana, pois no fim-de-semana sempre é mais cheio.
Além disso, procure viajar o mais cedo possível, pois assim terá mais tempo de aproveitar a ilha e não precisará voltar tão tarde. Lembre-se que a viagem dura em média 70 minutos - ao todo são 140 minutos de viagem (ida e volta), ou seja, mais de duas horas apenas para deslocamento marítimo.
A ilha oferece vários hotéis e pousadas para hospedagem de temporada ou apenas para um fim-de-semana.