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[03.09.10 a 13.10.09]<br>CASA COR RIO 2010 : 20 ANOS
[03.09.10 a 13.10.09]
CASA COR RIO 2010 : 20 ANOS
Postado na data de 01.09.10
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Preservar o passado com um olhar no futuro. Este é o mote da 20ª edição da Casa Cor Rio, realizada pela 3Plus, que de 3 de setembro a 13 de outubro de 2010 acontece em um casarão, construído no ano de 1883 e em estilo neoclássico, o Palacete Modesto Leal, em Laranjeiras. A edição mostra, em 61 espaços criados por 85 arquitetos, decoradores e paisagistas, o jeito carioca de morar, retratando as tendências de comportamento da família brasileira nos últimos 20 anos.

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Considerado uma das últimas chácaras urbanas da cidade, o Palacete, com cerca de 4 mil m² de área construída, está cercado por 50 mil m² de Mata Atlântica. Tombado pelo Inepac (Instituto Estadual de Patrimônio Cultural), possui características arquitetônicas que remetem aos palácios europeus, como frontispícios, boiseries, pé-direito alto e pisos de parquet.

O grande desafio dos arquitetos e decoradores será fazer interferências modernas em construções do século passado, em perfeita harmonia com o que está acontecendo no Rio: ao mesmo tempo em que restaura prédios históricos, abre espaço para a arquitetura de vanguarda”, diz Patrícia Mayer, uma das organizadoras do evento.

Sintonizado com o movimento de revitalização do Rio, que se prepara para abrigar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a Casa Cor vai provar que imóveis antigos (em profusão na cidade) podem ser uma excelente alternativa de moradia, desde que adaptados às necessidades da vida moderna”, completa Patrícia Quentel, da 3 Plus.

Não falta lazer este ano na Casa Cor. Espaços inéditos como uma Galeria de múltiplos de arte, o PicNic Lounge, a Pizza Bar, o Champanhe Bar (instalado no antigo viveiro) e o Restaurante (na antiga cocheira), além do “Caminho Lúcio Costa”, em homenagem aos 50 anos do arquiteto, prometem estender ainda mais a visita ao evento. E tem mais: no último dia do evento, grande parte dos móveis e acessórios expostos estará em Special Sale – com descontos imperdíveis.



Casa Cor© Rio 2010
Rua das Laranjeiras, 304 – Laranjeiras.
Tels.: (21) 3598-6220 / 3598-6221
De 3 de setembro a 13 de outubro de 2010
Horário:
- de terça-feira a sábado, das 12h às 22h
- domingo, das 10h às 20h
Ingresso:
- de terça a sexta-feira
   R$30 [inteira]
   R$15 [meia]
- sábado, domingo e feriado
   R$35 [inteira]
   R$17,5 [meia]
Manobristas no local: R$ 15
Serviço de transfer gratuito, do Rio Plaza Shopping
(Rua General Severiano, 97 – Botafogo) à Casa Cor e vice-versa.
Saídas do Rio Plaza: 13h30, 16h30 e 19h30
Saídas do Casa Cor: 15h30, 18h30 e 22h
Site oficial Casa Cor Rio: www.casacor.com.br/riodejaneiro



DE VOLTA PARA O FUTURO
TENDÊNCIAS E LANÇAMENTOS MESCLAM TEMPO E ESPAÇO


Passado é mais do que presente. E o antigo virou moderno. A Casa Cor deste ano contrasta elementos neoclássicos, originais da casa, com projetos de vanguarda nos espaços de André Piva, Chicô Gouvêa, Erick Figueira de Mello, Solange Medina, Luiz Fernando Redó e Carlos Hansen, Geraldo e Lia Lamego, Paola Ribeiro e Maurício Nóbrega, entre outros... Seja no contraste com móveis contemporâneos, na tecnologia de ponta ou nas soluções arrojadas de iluminação que valorizam sancas, boiseries, pés-direitos altos, janelões e pisos de parquet com marchetaria.

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APARTAMENTO DOS AVÓS, de Ana Lúcia Jucá

Como num túnel do tempo... Os anos 60, com suas pin-ups girls, são inspiração para o PicNic Lounge de Ricardo Mello e Rodrigo Passos. Claudia Pimenta e Patrícia Franco reproduziram o psicodelismo da década de 70. Já Jimmy Bastian Pinto voltou ao Império e trouxe estátuas portuguesas em faiança para seu Foyer. Alexandre Lobo e Fábio Cardoso recorreram ao Art Nouveau, enquanto Ivan Rezende, Mário Santos e Eliane Amarante preferiram utilizar o vocabulário Modernista de Lúcio Costa. E Bernardo Schor e Rogério Antunes voam para o futuro do presente na arquitetura desconstrutivista da israelense Zaha Hadid.

TECNOLOGIA: a prova que pode ser superada a cada dia. A “viagem” continua em clima de 2021, uma odisséia no espaço... Uma máquina de lavar sobe e desce como um varal, num simples apertar de botão e a Lavanderia vira sala de estar. Sistemas touch-screen controlam quase toda a casa: o estoque da Despensa – que permite compras online; a ficha-técnica dos vinhos da Adega; o velho livro de receitas está em um Ipad acessível na Cozinha do Chef. Antenadíssimos, os avós agora não controlam mais a vida dos filhos e netos, mas sim as luzes, o ar e os alarmes!... Já as crianças interagem com os planetas do teto de seu quarto. E a governanta, a nova “secretária high-tech” da casa, comanda e centraliza o funcionamento do imóvel. Tudo obra da High End.

VIAJAR, CONTEMPLAR E REZAR: Não só através do tempo... Vários espaços fazem alusões a viagens de culturas e locais diferentes. Mapas e mundos em profusão na Sala do Viajante de Erick Figueira de Mello, no Maleiro de Edgard Octavio e na Biblioteca de Chicô Gouvêa.

O Spa de Ivan Rezende, a Capela de Julinha Serrado e o Sushi de Fernanda Mancini e Anderson Macedo são locais de contemplação – e oração – com direito a banheiras de Patrícia Urquiola, a santos barrocos moldados em papel e Buda de pedra, respectivamente.

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SALA DE BANHO, de Alexandre Lobo e Fabio Cardoso

ESPELHO-MÁGICO: Três surpresas se escondem nos espelhos em dois ambientes – na Chapelaria de Carlos Motta e no Jardim do Labirinto, de Maritza de Orleans e Bragança – onde o visitante é inserido na paisagem ao se olhar em espelhos. E no Jardim de Inverno, de Solange Medina, uma nova tecnologia permite esconder o LCD atrás do espelho – e a imagem só aparece quando o aparelho é ligado. Na Sala de Banho de Alexandre Lobo e Fábio Cardoso, dois espelhos grandes compõem o clima de boudoir e contrastam com o espelho original da casa da Suíte do Casal de Paola Ribeiro.

QUERIDOS, ESTIQUEI OS MÓVEIS: Em clima de Alice no País das Maravilhas, sofás, mesas e até lustres são atrações gigantescas em muitos espaços. Cinco metros é o comprimento do sofá e 3,6m o da mesa de centro do Alpendre de Maurício Nóbrega. No Lounge Gourmet de Luiz Fernando Grabowsky, a mesa mede cinco metros e o sofá idem. No Banheiro Público, um vaso gigante preto criado pelo designer holandês Marcel Wanders. E as estantes têm 2,40 m de altura na Sala do Viajante de Erick Figueira de Mello.

Gigantes, os lustres são as estrelas dos espaços de Andréa Chicharo (Luciana Martins), Ana Lúcia Jucá (de Charles Willians), Adriana e Gisele Falcão (Tom Dixon), Chicô Gouvêa (design do arquiteto). Em clima de Fantasma da Ópera, lustres de cristais balançam e cintilam nos espaços de Jimmy Bastian Pinto (Shade-Shade de Marcel Wanders), Marilene Galindo, Deborah Brauer e Cristine Paes, Lou Palhares, Caco Borges, Fernanda Scarambone e Paola Ribeiro, que customizou o seu com bolinhas de cerâmica e pingente de passanamaria. O pé direito é altíssimo. E em alguns casos chega a sete metros, como no Ateliê do Chocolate de Rogério Ribas e Rodrigo Barbosa. Mas a média geral é 4,5m, o que é bem superior ao 2,5m de nossos apartamentos.

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HALL DE CIRCULAÇÃO, de Fernanda Scarambone

OS CRIATIVOS: É só colocar um pitada de humor e a casa nunca mais será a mesma! Na Cozinha do Chef, conchas penduradas viram porta-temperos, e garfos, porta-bilhetes; o lustre é feito de talheres; e os ponteiros do relógio são... um garfo e uma faca. Já no Quarto dos Filhos, os planetas pendem do teto e sua iluminação é controlada por Ipad; o tapete é a Lua; um astronauta pintado na parede emite sons de foguete e do homem andando na superfície lunar. Na Chapelaria: cabeças de Lampião, Chaplin e Zé Carioca servem como expositores dos chapéus e o visitante, ao final, “experimenta” um chapéu de barquinho de papel, ao se olhar em um espelho... Uma cadeira em forma de cogumelo confere ludicidade aos Banheiros Públicos de Cláudia Pimenta e Patrícia Franco, enquanto um sofá verde limão em formato de nó e a bicicleta pendurada na parede alegram o Quarto do Rapaz de Andréa Chicharo. Vale conferir a parede de garrafas iluminadas na pizzaria de Andréa Menezes e Franklin Iriarte.

OS BRUTOS E RÚSTICOS TAMBÉM AMAM A CASA: Pedra, paredes descascadas, ferro enferrujado... Os materiais brutos e rústicos invadiram o Palacete. No cimento antigo do Solarium, no piso de barro da Sorveteria, nos bancos de madeira de java no jardim de Anna Luiza Rothier, no velho portão de ferro da antiga estrebaria que está no Bar de Tapas. O estuque nas paredes da Galeria, o “tecnocimento” (de última geração) na Sala de Banho. Aço enferrujado no teto do Living e nas torneiras do Jardim do Hóspede. Rústica é também a porta industrial presa com roldanas e tubos aparentes na Galeria de Arte de Renata Bartolomeu.

Já o CORIAN nosso de cada dia... Aos poucos vem substituindo o mármore, já que é moldável, inesgotável e ecologicamente correto. Ele está nas bancadas na Lavanderia (de Gisele e Adriana Falcão), na Sala de Banho (Alexandre Lobo e Fábio Cardoso), na Cozinha (Ana Lila Denton e A. Juarez Farias Jr.) e no Quarto do Rapaz (Andrea Chicharo). Mas também é o material da cuba da Cozinha, dos vasos do Recanto das Mangueiras (Anna Luiza Rothier), da estante da Sala de Almoço (Fábio Bouillet e Rodrigo Jorge), do tampo do balcão do Sushi (Fernanda Mancini e Anderson Macedo), da prateleira e balcão da Loja Casa Cor (Flávio Hermolin), do aparador da Galeria de Arte (Renata Bartolomeu) e do balcão e da mesa da Joalheria (Milton Rocha) – além de ser usado em toda a cozinha do Apartamento do Hóspede (Claudia Bassaroto).

OS NOVOS ROMÂNTICOS: Em clima de Relais et Chateaux, a arquiteta Márcia Muller resolveu instalar uma sala em pleno jardim, usando como pano de fundo a fachada da casa e o céu do Rio de Janeiro como teto. Um lugar delicioso para desfrutar a vida em clima de Great Gatsby. Solange Medina, Lou Palhares, Luiz Fernando Redó e Carlos Hansen, Geraldo Lamego e Lia Lamego, Paola Ribeiro e Erick Figueira de Mello prometem resgatar e revisitar o estilo clássico de morar caprichando nos mínimos detalhes, que ressaltam ainda mais as características neoclássicas do imóvel. Baús, penteadeiras, escrivaninhas e recamier de Arnaldo Danemberg e Lalla Bortollini garimpam preciosidades que prometem revelar as histórias dos donos da casa.

GOLDEN WAY OF LIFE... Os espaços de Ana Lucia Jucá, Paola Ribeiro, Jairo de Sender, Redó e Hansen e Fernanda Scarambone ganharam toque de Midas.

ELES SÃO BONS DE PAPO: E fizeram questão de ressaltar que seus espaços pretendem manter a família reunida em torno da boa e velha conversa na Family Kitchen, Family Room, Cozinha, Alpendre, Varanda e nos jardins.

VIVA OS JARDINS: Este ano, rodeados por árvores centenárias e 40 mil m² de Mata Atlântica, o Jardim do Labirinto de Maritza de Orleans e Bragança seguiremos a evolução das espécies. Duas enormes jabuticabeiras, de seis metros de altura, foram transplantadas no Jardim do Hóspede de Cláudio Pedalino e Suzy Barreto. Já no jardim de Guilherme Portugal e Priscilla Pedrosa, é como se fosse uma cachoeira de plantas... com a projeção de uma queda d´agua em cima de uma parede coberta de filodendros. O teto do pergolado do Recanto das Mangueiras de Anna Luiza Rothier foi todo trabalhado com bambu em forma de renda.

BEM TEMPERADAS, AS HORTAS BROTAM: Em vários ambientes você encontra vazinhos com hortas residenciais como na Cozinha do Chef de Déborah Wilcox e Beatriz Slaibi, no Jardim do Hóspede de Cláudio Pedalino e Suzy Barreto; na Despensa, de Fernanda Bessone e Raul Moras; na Cozinha de Ana Lila Denton e Juarez Farias.

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QUARTO DO BEBÊ, Cristine Paes e Debora Brauer

PATCHWORK de estilos, referências e materiais. Na poltrona de Fábio Bouillet e Rodrigo Jorge. Nos tapetes da Diesel-Moroso de André Piva, de Joy Garrido e de Patrícia Valle e Adriana Carvalho. No mosaico de madeiras de reflorestamento de Flávio Hermolin. Na parede de pedras confeccionada por Luiz Fernando Grabowsky.

PARECE MAS NÃO É... Olhe bem de pertinho porque nem tudo é o que parece: na Lavanderia, o piso é igualzinho àqueles de ônibus – mas é um piso vinílico. No mesmo ambiente, um ebanizado reproduz madeira – assim como no Quarto do Rapaz. O Sushi previne escorregões com um piso emborrachado que imita madeira e outro que é idêntico a mármore. Na Family Kitchen, o teto em Tensoflex translúcido, com iluminação dimerizada, simula uma clarabóia. Uma parede de azulejos no Bar de Tapas na verdade é um papel, assim como uma cachoeira do Jardim na verdade é formada por filodendros. E na Biblioteca, os livros são cenográficos: têm as lombadas impressas em madeira.

PLOTAGEM PROVOCA UMA BELA IMPRESSÃO: O tapete coberto por correntes de ouro na Sala de Jantar de Jairo de Sender. Na Biblioteca de Chicô Gouvêa, as imagens de livros, do Rio Antigo, de mapas e astrolábios; na Family Kitchen de Leonardo Pascual o papel de parede reproduz a natureza e provoca sensação de amplitude; e no Apartamento do Chef de Bernardo Schor e Rogério Antunes, a imagem escaneada do Museu do Louvre.

PAREDES CAMALEÔNICAS: Novas tintas dão um toque diferente às paredes: textura lunar no Quarto dos Filhos, de Mariana Índio da Costa; de camurça na Joalheria e na Suíte da Governanta de Tatiana Lopes; de concreto nas portas dos sanitários do Banheiro Público, de Patrícia Franco e Cláudia Pimenta; e de cimento aparente nas paredes no Atelier do Chocolate. Todas Suvinil.

CASA-QUADRO: Cada janelão é um quadro diferente na casa. Pensando nisso, muitos arquitetos valorizaram ainda mais as grandes janelas do casarão. Adriana Valle e Patrícia Carvalho emolduraram a natureza em sua varanda. Maurício Nóbrega fez o mesmo em seu Alpendre. Andréa Chicharo manteve os nichos laterais na cama para permitir a entrada de luz.

BRASÍLIA É (QUASE) AQUI: Alusões ao arquiteto Lúcio Costa – e aos 50 anos de Brasília – estão no SPA de Ivan Rezende, em cerâmicas de Athos Bulcão, com desenhos humanos estilizados, aplicadas nas portas do aparador; no Caminho Lúcio Costa, uma trilha reproduz o Plano Piloto de Brasília, e cinco personalidades foram convidadas a criar interferências em poltronas, com o tema Brasília: 50 anos em 5. Para a Sorveteria, todos os móveis, acessórios e obras de arte foram escolhidos pela semelhança – ou lembrança – ao traço de Lúcio Costa. Já na Lavanderia, croquis e plantas do arquitetos foram estampadas em um painel.



COMIDA E DIVERSÃO
CASA COR É UM PROGRAMÃO


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De pizzaria a Champanhe Bar, há comidinhas e bebidinhas para todos os gostos. Depois de percorrer os 61 ambientes, vale seguir para as antigas cocheiras – é lá que se encontram o Restaurante de Pedro Paranaguá, que terá cardápio com a grife Aquim, e o Bar de Tapas, projeto de Fernanda Pessoa de Queiroz, um ambiente alegre onde o visitante poderá degustar uma porção de tapas, tradicional aperitivo espanhol e que terá a assinatura do chef Écio Cordeiro de Mello.

Continuando a visita, o local de compras: a Loja Casa Cor (O Sol), de Flávio Hermolin, rústica e chique, vende peças artesanais da obra O Sol em barro, madeira e cipó; a Loja da Casa (Leonardo Magalhães Pinto), inspirada nas casas bucólicas da Toscana, abriga os móveis do antiquário de Lalla Bortollini; e a Joalheria de Milton Rocha, um projeto que valoriza a exposição das peças em um rasgo horizontal iluminado na parede. Cafés e espumantes acompanham a escolha da jóia.

A arte também tem vez nesse tour: ao lado da joalheria, a última parada é a Galeria de Arte assinada por Renata Bartolomeu, inspirada no ateliê do romeno Constantin Brancusi, em Paris. Em exposição, peças que farão parte da Galeria Múltiplo Contemporâneo, pop-up store na Casa Cor: Ângelo Venosa, Ana Holck, Nuno Ramos e Fernanda Junqueira estão entre os artistas contemporâneos na mostra coletiva. O outro espaço de exposições fica dentro do casarão: a Galeria de Paula Neder e Alexandre Monteiro mostra peças do acervo do colecionador João Maurício de Araújo Pinho, como peças de mestre Vitalino e carrancas do São Francisco.

A variedade da gastronomia Casa Cor inclui o Sushi (Fernanda Mancini e Anderson Macedo), com delícias japonesas do Matsuki; o Champanhe Bar, espaço de Caco Borges com muita transparência e cristal – como as borbulhas Chandon, que será servido junto ao cardápio Aquim; ou os sorvetes Itália na Sorveteria de Patrícia Fiúza, um terraço que se integra aos jardins e cuja decoração faz alusão aos traços de Lúcio Costa.

Para tudo acabar em pizza, o último espaço do evento é o Pizza Bar de Franklin Iriarte e Andrea Menezes, uma extensão da pizzaria Hideaway – que está integrada ao evento – e se torna um lugar descontraído para celebrar o fim da viagem pelos ambientes da Casa Cor.



EVENTOS
O QUE ACONTECE DENTRO DO CASA COR


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Não basta visitar os espaços gastronômicos e as lojas da área de lazer da Casa Cor. Outros eventos vão movimentar os dias e noites da mostra: a Galeria Múltiplo Contemporâneo promoverá um encontro entre o artista plástico Carlos Vergara e Luiz Camillo Osório, curador do MAM-RJ, no dia 15 de setembro, às 18h30. Eles falarão sobre a importância da difusão e multiplicação de novas coleções.

A jóia da casa
A Joalheria da Casa Cor Rio 2010 vai ter jóia para todos os gostos e bolsos. Durante as cinco semanas do evento, a cada semana uma marca exclusiva apresenta suas criações. Nos dois últimos dias do evento, 11 e 12 de outubro, a exposição é coletiva e participa do Special Sale. O projeto é da 3Plus, assessorado por Anna Clara Hermann.

De 06/09 a 12/09: SP&Gioielli
De 13/09 a 19/09: Cookie Richers
De 20/09 a 26/09: Amsterdam Sauer
De 27/09 a 03/10: Lucien Finkelstein
De 04/09 a 10/10: Henriqueta Hermanny
De 11/10 e 12/10: Coletiva
Dia 13/10: Special Sale

Jantar dos chefs
Na cozinha gourmet do Restaurante, todas as quartas-feiras, a partir de 20h30, um chef de destaque e responsável pela cozinha dos melhores restaurantes cariocas prepara um menu degustação para grupos de 40 pessoas.

Quem abre a agenda dos chefs é José Hugo Celidônio no dia 15/08, seguido de Flavia Quaresma, Pablo Vidal (Zazá Bistrô), e Danio Braga.

Confirme datas e horários no site
Reservas pelos telefones: (21) 3598-6220 / 3598-6221.



PALACETE MODESTO LEAL
UM POUCO DA HISTÓRIA DE UMA DAS ÚLTIMAS CHÁCARAS URBANAS


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Há um século, a beleza do Palacete Modesto Leal já encantava quem passava pela, então, bucólica Rua das Laranjeiras. Em 1908, chegou a ganhar as páginas de um vespertino carioca descrito como uma construção aristocrática que “reúne uma graça irrepreensível de linhas artísticas harmoniosíssimas”. Considerada uma das últimas chácaras urbanas da cidade – e das mais belas residências de Laranjeiras, talvez o último exemplar das casas de chácara do Vale do Rio Carioca –, a mansão foi comprada em 1892 pelo Conde João Leopoldo Modesto Leal – e é mantida por seus descentes até hoje.

A pedido do conde, de quem era amigo pessoal, o arquiteto italiano Antonio Januzzi reformou a casa imprimindo ao espaço um estilo neoclássico. Na época, um dos mais importantes projetistas e construtores do país, Januzzi (que assinou o projeto de reforma da Casa de Rui Barbosa e de tantos outros palacetes da cidade, boa parte na Avenida Rio Branco) deixou na bela mansão de Laranjeiras a sua marca como construtor, principalmente, na fachada, com seus três vãos em arco pleno ao centro e dois planos laterais.

Fazendeiro, ex-seminarista e banqueiro, Modesto Leal era considerado, no início do século XX, um dos homens mais ricos do país. Decorou pessoalmente o palacete com mobiliário e peças da belle époque francesa e telas do pintor Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo _ que também é autor da pintura do teto da sala principal. Na capela, que tem altar consagrado, colocou uma imagem de Pietá, uma escultura com mais de 300 anos. Conde pela Santa Sé, ele faleceu em sua residência em 1936.

Pelos salões do Palacete, que abrigava saraus concorridíssimos, passaram figuras proeminentes como o presidente Getúlio Vargas, o diplomata e mais tarde ministro do exterior Afrânio de Melo Franco e o autor da letra do Hino Nacional, Joaquim Osório de Duque Estrada.

Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e pelo município, o palacete de 18 cômodos ocupa um terreno de quase 50 mil m² (com cerca de 4 mil m² de área construída) com áreas intocadas da Mata Atlântica e vista deslumbrante para a praia de Botafogo e o Pão de Açúcar.
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