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Cor e Movimento [Noêmia Guerra]
rioecultura : EXPO Cor e Movimento [Noêmia Guerra] : Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ)
ABERTURA:
2 de julho de 2009
ENCERRAMENTO:
23 de agosto de 2009
LOCAL:
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ)
Av. Infante Dom Henrique, 85
Aterro do Flamengo
(21) 2240 4944
FUNCIONAMENTO:
De 3ª a 6ª feira, das 12h às 18h
Sábado, domingo e feriados, das 12h às 19h
A bilheteria fecha 30 min antes do término do horário de visitação.
INGRESSO:
R$14 [inteira]
R$7 [meia]
Entrada gratuita [Amigos do MAM e crianças até 12 anos]
Todas as quartas-feiras a partir das 15h: entrada gratuita
Domingos ingresso família, para até 5 pessoas: R$14
Atenção: os horários e a programação podem ser alterados pelo local sem aviso prévio. Por isso, é recomendável confirmar as informações por telefone antes de sair.
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No ano em que a artista plástica carioca Noêmia Guerra (1919-2007) completaria 90 anos de idade, a retrospectiva "Cor & Movimento" tem por objetivo tornar mais publica a carreira consolidada na Europa da artista.

Sob curadoria de Pedro Afonso Vasquez, a exposição reúne cerca de 400 pinturas a óleo, aquarelas, desenhos e ítens documentais, e é acompanhada pela publicação "Noêmia Guerra: vida e obra", com 256 páginas e desgin de Victor Burton, sobre toda a produção da artista. A iniciativa da mostra e do livro é dos filhos de Noêmia, Rosa e Ricardo Cordeiro Guerra, e de seu marido, Julian Luna de Prada, em homenagem aos 90 anos que a pintora completaria este ano.

O curador destaca que a mostra possibilita a "reintegração" do nome de Noêmia Guerra ao circuito brasileiro de artes plásticas, "fazendo justiça assim a uma artista que mesmo tendo vivido a maior parte da vida no exterior, nunca deixou de tratar temas nacionais em sua obra."



HISTÓRIA DA ARTISTA

Ainda no Rio de Janeiro, em 1952, Noêmia fez o curso do artista francês André Lhote, que fora professor de Tarsila do Amaral em Paris. Sobre a influência de Lhote, a artista comentou: "Graças a ele, eu aprendi a renunciar à vaidade de pertencer a essa ou aquela vanguarda, e a seguir minha vocação de pintora colorista".

Seis anos após este curso, que não foi o primeiro de sua formação, Noêmia decidiu dedicar-se exclusivamente à arte, mudou-se para Paris e renunciou a tudo pela pintura. Em 1965, fez sua primeira individual em Londres, na St. Martins Gallery. Descoberta por críticos no ateliê de Montparnasse, foi convidada para fazer sua estreia solo em Paris, na Galerie Jacques Massol, no ano seguinte. Antes disso, participou da coletiva Art Contemporain, no Grand Palais, de Paris, em 1963.

A fase inicial de sua produção teve aceitação positiva em salões e bienais no Brasil. Em 1954 e 1958, participou do Salão Nacional de Arte Moderna. O de 1954, que passou à história como o "Salão Preto e Branco", teve participação, entre outros, de Sergio Camargo, Djanira, Antonio Bandeira, Décio Vieira, Scliar, Renina Katz.

Noêmia Guerra manteve vínculo com o Brasil, marcando, presença no Salão Nacional de Arte Moderna de 1960, ao lado de Amilcar de Castro, Carvão, Glauco Rodrigues, Hélio Oiticica, Ione Saldanha, Samson Flexor, Fukushima, Tomie Ohtake, Willys de Castro, Anna Letycia, Antonio Henrique Amaral, Farnese, Fayga Ostrower, Hércules Barsotti, Samico, Iberê Camargo, Lygia Pape, Maria Bonomi, Joaquim Tenreiro.

Em 1963, Noêmia participou da Bienal Internacional de São Paulo. Em 1967, quando já havia realizado duas individuais em Londres e uma em Paris, seu trabalho foi escolhido pela curadora Regina Liberalli Laemmert para integrar Tendências da Pintura Brasileira Contemporânea, no Museu Nacional de Belas Artes. Desta coletiva participaram também Di Cavalcanti, Pancetti, Guignard, Santa Rosa, Djanira, Antonio Bandeira, Iberê Camargo, Burle Marx, Milton Dacosta, Maria Leontina, Rubens Gerchman, Arcângelo e Thomaz Ianelli, Mabe, Anita Malfatti, Emeric Marcier, Tomie Ohtake, Ivan Serpa, Sigaud, Rubem Valentim.

Ainda em 1967, integrou a seleção da Bienal de São Paulo com obras da série Dança da Palha Roxa. Esta edição da Bienal foi considerada de excelência pelos artistas participantes: José Roberto Aguilar, Antonio Henrique Amaral, Geraldo de Barros, Flávio de Carvalho, Luciano Figueiredo, Flávio Shiró, Samson Flexor, Nelson Leirner, Maria Leontina, Ascânio MMM, Tomie Ohtake, Glauco Rodrigues, Ione Saldanha, Dionísio Del Santo, Cláudio Tozzi, Rubem Valentim, Décio Vieira, Wesley Duke Lee.

Em outros módulos estavam nomes que se consolidaram entre os mais significativos da história da arte brasileira, como Farnese, Antonio Manuel, Mira Schendel e Vergara, no setor de desenho; Emanoel Araújo, Edith Behring, Maria Bonomi, Ana Bella Geiger, Fayga Ostrower, Arthur Luiz Piza, Anna Letycia Quadros e Samico, no de gravura; Lygia Clark, Waldemar Cordeiro, Rubens Gerchman, Abraham Palatnik, José Resende e Franz Weissmann, no de escultura.

O compromisso de Noêmia com a pintura foi mantido até mesmo no período entre os finais dos anos sessenta e oitenta, em que chegaram a proclamar a "morte da pintura". Ela não se deixou seduzir por qualquer tipo de quimera. O crítico inglês George Whittet apontou um porquê: "[Š] Noêmia Guerra se fixou na pintura, imbuída da convicção de que a arte não era um compartimento da vida e sim a própria vida".

Para Noêmia Guerra o fazer era tão ou mais importante que o resultado final. Ela não foi atraída pelos meios mecânicos de produção de imagens, nem por instalações ou outro tipo de expressão em que o trabalho fosse predominantemente mental e o fazer fosse delegado a máquinas, técnicos ou assistentes.

O crítico inglês Richard Walker disse que a força de suas pinturas reside no fato de terem "sido produzidas de ´dentro´, para externar um insight, e não visando a efeitos externos. [...] são pinturas que não são sobre aquilo que é e sim sobre aquilo que é sentido".

Paralelamente ao estudo da estética, Noêmia cursou filosofia no Collège de France, a partir de 1959, seguindo as disciplinas dos filósofos Merleau-Ponty e Jean Hyppolite. Quando o Collège International de Philosophie foi criado em 1981, ela passou a frequentá-lo também, principalmente os cursos e seminários de Alain Badiou, Pierre Bourdieu e Régis Debray.

Noêmia Guerra voltou a morar no Rio de Janeiro em 2004, três anos antes de sua morte.
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mais que Bosta Hein anuncia uma coisa e escreve outra grandes BOSTAS... mas aki eu posso ajudar : coloca ai o que foi um movimento da arte moderna, onde ocorreu, quando ocorreu, oque reinvindicava, quais os resultados do movimento., quais as consequencias do mesmo, quais os principais lideres, pronto ... nao é dificil ,é so oq as pessoas querem saber. aff t+
  Postado por: rafaella .


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