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Jorge Guinle – Belo Caos
rioecultura : EXPO Jorge Guinle – Belo Caos : Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ)
ABERTURA:
17 de setembro de 2009
ENCERRAMENTO:
8 de novembro de 2009
LOCAL:
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ)
Av. Infante Dom Henrique, 85
Aterro do Flamengo
(21) 2240 4944
FUNCIONAMENTO:
De 3ª a 6ª feira, das 12h às 18h
Sábado, domingo e feriados, das 12h às 19h
A bilheteria fecha 30 min antes do término do horário de visitação.
INGRESSO:
R$14 [inteira]
R$7 [meia]
Entrada gratuita [Amigos do MAM e crianças até 12 anos]
Todas as quartas-feiras a partir das 15h: entrada gratuita
Domingos ingresso família, para até 5 pessoas: R$14
Atenção: os horários e a programação podem ser alterados pelo local sem aviso prévio. Por isso, é recomendável confirmar as informações por telefone antes de sair.
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A maior retrospectiva já realizada sobre o artista, que morreu prematuramente aos 40 anos, em 1987. Os curadores Ronaldo Brito e Vanda Klabin reuniram 71 obras – 45 pinturas e 26 desenhos (óleo sobre papel e grafite sobre papel) – a partir de coleções públicas e privadas do Rio, São Paulo e Paraná. É a primeira vez que essas obras são reunidas, e a maioria delas, por pertencer a acervos privados, foi pouco vista desde os anos 1980.



Os curadores ressaltam que não se trata de uma retrospectiva no sentido clássico, museológico, do termo, e sim uma seleção das melhores obras do artista, em sua máxima potência criativa, com foco nos anos 1980.

A mostra chega ao Rio ampliada, depois de ter inaugurado, há um ano, a série de diálogos artísticos na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, e ter estado no MAM SP, em fevereiro e março desse ano.

A montagem no Rio tem 19 obras a mais do que as anteriores, trazendo preciosidades como o conjunto quase completo das treze telas do artista que integraram a edição de 1983 da Bienal de São Paulo. Dentre elas, a monumental “A Última Pincelada”, com 2m x 3,40m, danificada à época por conta do transporte, e que está sendo restaurada especialmente para a mostra no MAM Rio, saindo pela primeira vez da residência do colecionador João Sattamini.

O Rio foi a cidade escolhida por Jorge Guinle para viver e trabalhar, depois de ter passado períodos de sua infância e adolescência entre Paris e Nova York. “Eu quero inundar a cidade com meus quadros”, ele escreveu certa vez, comentando: “Cada vez mais a pintura toma conta da minha vida, os meus hábitos. Até minhas roupas e meus sapatos são manchados de tinta... O próprio hábito de exposições freqüentes me obriga a um ritmo cada vez mais febril, me levando a um certo domínio técnico, o que me permite uma liberdade cada vez maior, utilizando recursos diferentes com diversas telas”.



No texto da exposição, que estará na parede, os curadores afirmam: “Por uma questão de justiça poética, já que o artista partiu tão cedo, as telas de Jorge Guinle decidiram permanecer jovens. Fisicamente até, elas passam a impressão de tinta fresca. Irradiam sempre a mesma vontade de pintar, a mesma vontade de viver, continuam enfim a provocar, a agradar e a desagradar, sobretudo nos estimulam, abrem nosso apetite pelo futuro”.

Amigo desde a juventude do artista, Ronaldo Brito observa que esse projeto é importante para revalorizar a obra de Jorge Guinle na história da arte. Ele conta que o artista produziu muito, em pouco tempo – cerca de oito anos –, e que, apesar de ter acompanhado de perto seu trabalho, precisava ter muito cuidado para ver quais obras “sustentavam o embate contemporâneo”. “A retrospectiva é focada em sua intensidade artística, em sua poética própria, que surpreende pela qualidade, frescor, atualidade, e pelo bom estado de conservação das obras”, diz Ronaldo Brito. Ele explica que o pintor usava sempre excelentes materiais. “Apesar de parecer que ele não se preocupava com a questão técnica, tinha a sabedoria intuitiva do pintor, e a partir de um determinado momento a pintura passou a obedecê-lo”.

O trabalho de garimpo e arqueologia coube à Vanda Klabin, que visitou inicialmente cada um dos colecionadores. Ela destaca o aspecto “emocionante” do projeto, por tomar contato com obras há muito não vistas. “Foi a aventura da descoberta, para mim, e redescoberta, para Ronaldo”, observa.



DESCOBERTAS

Em meio às pesquisas feitas para a exposição e para o livro “Jorge Guinle – Obra Completa” (Barléus Edições), que será lançado por ocasião da exposição no MAM Rio, Vanda Klabin comenta que ficou maravilhada com uma série de descobertas. Uma delas foi a influência do cinema, da poesia, da literatura e do jazz nos títulos de suas obras. “As Vogais”, de 1986, por exemplo, é uma referência ao poema de Arthur Rimbaud (1854-1891), em que estabelece uma relação entre as cores e as vogais”, conta. Ela acrescenta que descobriu “27 filmes que dão nome a telas suas”.

Na exposição do MAM Rio, estarão as telas homônimas dos filmes “A Última vez que vi Paris”, de Richard Brooks (1955), “O Porteiro da Noite” (1974), de Liliane Cavani, “Quem tem medo de Virginia Woolf” (1966), de Mike Nichols, “O Ano do Dragão” (1985), de Michael Cimino, “1984” (1984), de Michael Redford, “O Verdugo” (1963), de Luiz Garcia Berlanga, “Juventude” (Summer Interlude, 1951), de Ingmar Bergman, “Macunaíma” (1969), de Joaquim Pedro de Andrade e “Subida Ao Céu” (1952), de Luis Buñuel. Em referência ao filme de Antonio Carlos Fontoura, “Copacabana me engana” (1968), Jorginho Guinle nomeou uma tela feita em 1983 de “Copacabana não me engana”.

BIENAL DE 1983

A XVII Bienal Internacional de São Paulo, com o texto “Voltas de pintura”, de Ronaldo Brito, mostrou treze óleos de grandes dimensões de Jorge Guinle. “A partir da minha Bienal de São Paulo, é que minha carreira começou a deslanchar”, disse o artista, dois anos depois. A mostra no MAM Rio reúne dez desses trabalhos: “A Última Pincelada”, “Aquário”, “Passarela”, “Diurno”, “A Tela”, “A Bordo”, “O Riacho”, “O Verdugo”, “Dez Anos de Solidão”, e “Take Cinematográfico”.



LIVRO

O livro “Jorge Guinle – Obras reunidas” (Barléu Edições) tem texto do crítico Roberto Conduru, e uma antologia organizada por Vanda Klabin de artigos já publicados sobre o artista, escritos por Ronaldo Brito, Paulo Sergio Duarte, Wilson Coutinho, Frederico Morais e Rodrigo Naves. Textos sobre arte e entrevistas com seus contemporâneos, feitos pelo próprio Jorge Guinle, também constarão do livro, revelando sua rara erudição e conhecimento da história da arte. O livro terá 240 páginas e 164 imagens das principais obras do artista, incluindo um caderno de desenhos, e uma cronologia do artista escrita por Maria Lúcia Boardman Carneiro. Com formato de 27cm x 26cm e capa dura, o livro, assim como a exposição, tem patrocínio do Circuito Cultural Bradesco Seguros e Previdência. O projeto gráfico é de Danowski Design. O editor, Carlos Leal, era um admirador do artista e está emprestando uma tela para a exposição. “Jorge Guinle – Obras reunidas” terá três mil exemplares, e distribuição nacional.

SUÍTE BIFE DE OURO

Outro achado da curadoria foi recuperar duas das três telas que estavam nas paredes do restaurante Bife de Ouro, no Hotel Copacabana Palace, à época de propriedade da família Guinle: “Paisagem Infinita”, de 1985, e “Copacabana não me engana”, de 1983. Com esta tela o pintor ganhou um prêmio em dinheiro no Salão Nacional de Artes Plásticas, Funarte, 1985.



JORGE GUINLE

Jorge Guinle nasceu em Nova York, em 14 de março de 1947, vindo para o Brasil no mesmo ano. Passou a infância em Paris, retornando a Nova York com a mãe, aos 15 anos. Desde cedo demonstrou interesse pela pintura. Em 1965, veio para o Rio de Janeiro, cidade que escolheu para viver, e mostra alguns trabalhos em exposição organizada pela amiga Ruth Almeida Prado, na galeria do hotel da família, o Copacabana Palace. Na década de 1970, pinta e desenha com regularidade, e é aceito no Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM-RJ. De 1980 a 1982 trabalha como crítico de arte para diversas publicações: revista “Módulo”, “Jornal do Brasil”, e “Folha de São Paulo”. Entrevista, para a revista “Interview”, artistas como Iberê Camargo, Antônio Dias, Hélio Oiticica, Lygia Clark e Mira Schendel, entre outros. Na década de 1980, assume integralmente a arte como profissão, e cria sua própria poética. Doente, vai para Nova York, onde falece no dia 18 de maio de 1987, aos 40 anos de idade.
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besta d+++
  Postado por: Lucas


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