rioecultura rioecultura
Facebook Twitter Pinterest Picasa Instagram
EXPOSIÇÕES EVENTOS LOCAIS CULTURAIS COLUNISTAS ARTIGOS MATÉRIAS NOTÍCIAS INSTITUCIONAL COLABORADORES CONTATO
TRANSLATE THIS WEBSITE
EXPOSIÇÃO
voltar para a página anterior
Roberto Cabot – em busca do aleph
rioecultura : EXPO Roberto Cabot – em busca do aleph : Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ)
ABERTURA:
5 de maio de 2011
ENCERRAMENTO:
3 de julho de 2011
LOCAL:
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ)
Av. Infante Dom Henrique, 85
Aterro do Flamengo
(21) 2240 4944
FUNCIONAMENTO:
De 3ª a 6ª feira, das 12h às 18h
Sábado, domingo e feriados, das 12h às 19h
A bilheteria fecha 30 min antes do término do horário de visitação.
INGRESSO:
R$14 [inteira]
R$7 [meia]
Entrada gratuita [Amigos do MAM e crianças até 12 anos]
Todas as quartas-feiras a partir das 15h: entrada gratuita
Domingos ingresso família, para até 5 pessoas: R$14
Atenção: os horários e a programação podem ser alterados pelo local sem aviso prévio. Por isso, é recomendável confirmar as informações por telefone antes de sair.
compartilhe  |  Comente |  Ler comentários   voltar para a página anterior  subir
 
São pinturas, desenhos, mídia digital, esculturas, arquitetura e literatura, que ocuparão parte do terceiro andar, sobre o Espaço Monumental do museu. Apesar de não se considerar “um artista tecnológico”, Cabot lança mão da mídia digital e da internet para compor sua busca pelo aleph, que “na literatura de Jorge Luis Borges é um instante gigantesco, um objeto para o qual todo o espaço-tempo converge de forma visível em um único ponto de interseção e sem superposição: a simultaneidade total de tudo”.

A exposição será montada como uma grande instalação e terá, além de pinturas, desenhos e esculturas, versões atuais de instalações apresentadas no Brasil e no exterior. Para o artista, a presença do espectador “é parte das instalações”. Em Estudo para aleph (2006/2011), uma câmara capta e projeta em uma tela movimentos sucessivos do espectador, que pode, depois, recuperar essa imagem em um banco de dados disponível nos sites do MAM Rio [www.mamrio.com.br] ou da exposição [www.embuscadoaleph.org].

rioecultura : EXPO Roberto Cabot – em busca do aleph

Mediamorphose (2002/2011), apresentada na 25ª Bienal de São Paulo – quando recebeu mais de um milhão de acessos no site da instalação –, propõe uma questão sobre perspectiva para o espectador. Uma pintura distorcida, incompreensível, é captada por uma câmara colocada em um canto, e sua imagem – junto com a do espectador que a observa – é projetada com sua perspectiva correta em uma sala ao lado.

“O visitante pode, assim, recuperar sua imagem na web ou observar o que ocorre na exposição de qualquer lugar do mundo, em tempo real. A obra se expande para além do espaço expositivo, para o mundo, através da internet”, explica o artista. “A mostra rompe com os limites de seu espaço físico e se dissemina nos sistemas multiplicadores, operando como uma rede de ‘espelhos’ implícita e infinita, que costura perspectivas, paisagens e pontos de vistas, aparentemente longínquos e desconexos. Ao fim do seu percurso pelo espaço expositivo, o visitante virou parte da obra”. As fotos também poderão ser baixadas, compartilhadas e impressas. Ele alerta que qualquer pessoa que “se aventurar nesse espaço expositivo será fotografada, e essa foto será arquivada num banco de dados aberto, acessível a todos na internet. Dessa maneira, ao entrar na exposição estará dando seu acordo para ser fotografado e integrar a sua foto no projeto “Em busca do aleph”.

A terceira instalação, aleph III (2009/2011), mostrada em 2009 no museu Martin-Gropius Bau, em Berlim, irá captar em tempo real imagens de várias cidades no mundo, disponíveis na internet, trazendo para o público reflexões sobre o espaço e o tempo, dadas pelos diversos fusos horários. Na capital alemã, as imagens vinham de cidades consideradas “periféricas” do ponto de vista dos grandes centros, como a própria Berlim. Em 2010, Cabot realizou outra versão dessa obra na cidade paraibana de Souza, invertendo essa lógica e projetando imagens de centros mundiais importantes.

Cabot irá apresentar também a escultura inédita Máquina (2011), que pesquisa desde 2003, composta em forma de “totem, coluna”, por espelhos, diferentes materiais transparentes, como tijolos de vidro e monitor de vídeo. Nessa estrutura de madeira, ele reúne várias imagens como uma pintura do seu ateliê, publicações-chave para reflexões, como um livro sobre Velásquez, “em uma mistura de estética Apollo 11 com gambiarra, contendo todo o mapeamento e a lógica do meu trabalho desde 1998”.

“Em busca do aleph” terá ainda 16 pinturas, das quais nove feitas este ano ou em 2010; três da série em que investigava os metaesquemas de Hélio Oiticica, de 2006 e 2004; e outras quatro emblemáticas da década de 1990. Sete desenhos, de 2010, completam a exposição.

rioecultura : EXPO Roberto Cabot – em busca do aleph



CATÁLOGO

O catálogo de “Em busca do aleph” representará um sistema inédito de catálogo personalizado, que “representa uma inovação mundial no mundo da arte”, conta Cabot, que escolheu a empresa Singular Digital para esse modelo on demand, em que o público determina o que vai querer de imagens. Dessa maneira, a tiragem feita pela editora obedecerá à demanda do público, e a publicação individualizada será entregue em três dias. É importante frisar que o espectador precisará anotar a hora e a data em que entrou e que saiu da exposição, de preferência a hora em que passou pelas câmaras. No site www.lojasingular.com.br/em-busca-do-aleph.html é só fazer o cadastro e seguir as instruções.



ILUSIONISMO

Os textos do catálogo serão dos críticos Ligia Canongia e Nicolas Bourriaud, amigos do artista e que acompanham seu trabalho há anos.

“Talvez a questão central do trabalho de Roberto Cabot seja o ilusionismo. Não o ilusionismo no sentido renascentista, ligado aos problemas da representação, mas aquele que alude diretamente às armadilhas e à volatilidade da percepção”, escreve Ligia Canongia. O que interessa nessa obra, observa a crítica, “é a ilusão como instrumento que enseja e fomenta o imaginário”. “Cabot compreende o mundo como um cristal, cujas inúmeras facetas reverberam igualmente inúmeras realidades, sem que elas sejam autônomas ou cindidas, mas, ao contrário, solidárias”, observa Ligia Canongia. “O aleph, de Jorge Luis Borges, seria a metáfora perfeita desse cristal”.

Roberto Cabot afirma que “o virtual e o real estão trocando papéis”. “O virtual está cada vez mais real, e o real, cada vez mais virtual”. Ele diz não querer “a estética da tecnologia”. “É uma relação mais formal. Trabalho com tecnologia, mas não sou tecnológico. Estudo os interstícios, o ser inter-coisas”. Ele começou sua pesquisa com trabalhos que envolvessem tecnologia em 1999, ao ser o único brasileiro a integrar a histórica mostra “Net-condition” no Center for Art and Media (ZKM), na cidade alemã de Karlsruhe, com curadoria de Peter Weibel, e considerada um marco na inserção da tecnologia em trabalhos artísticos. Em 2009, foi indicado ao Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia.

Em 2005 foi laureado no prêmio-bolsa KunstFonds, um dos mais prestigiosos reconhecimentos no campo das artes na Alemanha. Em 2006 ganhou o concurso para uma encomenda pública monumental no edifício da Sinfônica de Luxemburgo, obra do arquiteto e amigo Christian de Portzamparc.

A convite de Peter Weibel, Cabot participará, em setembro, da exposição “Global Identities”, no ZKM, e na “Re-writing Worlds”, da Bienal de Moscou.

rioecultura : EXPO Roberto Cabot – em busca do aleph



BREVE BIOGRAFIA

Nascido em 1963 no Rio, filho do artista Roland Gire Cabot (ex-Rex) e da filóloga Mara Stringer da Fonseca, Roberto Cabot passou a infância e parte da adolescência com a família em Nova York, Paris – onde o apartamento vira ponto de encontro de exilados e expatriados – e nos pampas argentinos. De volta ao Rio em 1980, cursa o primeiro ano da FAU (UFRJ) e vai para Paris, onde se matricula na Faculdade de Arquitetura de Paris-Malaquais e a seguir na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, onde é aluno de Pierre Alechinsky, co-fundador do grupo Cobra nos anos 50.

A partir de então tem uma intensa trajetória no mundo da arte; no final de 1987, muda-se para Düsseldorf e logo a seguir para Colônia, na Alemanha. De 1988 a 1992, estabelece-se em Madri, retornando a Colônia e Berlim, onde morou até 2006, quando decide se mudar definitivamente para o Rio, para onde vinha regularmente desde os anos 90.
compartilhe  |  Comente |  Ler comentários   voltar para a página anterior  subir
 
Relação de Exposições Temporárias
Relação de Exposições de Longa Duração

EXPOSIÇÕES Encerradas

Desde outubro de 2008 várias exposições passaram pelo Rio&Cultura. Você pode conferir a lista de exposições que saíram de cartaz, mas permanecem registradas.
EXPOSIÇÕES
Busca
[por Nome de Exposição]
[por Data de Encerramento]
[por Local]
[por Bairro]
Divulgue

Seu nome:
Comentário:


Seja o primeiro a comentar!
Escreva ao lado sua opinião.

Dados do(a) amigo(a):
Nome:
E-mail:
Mensagem para o(a) amigo(a):
Seus dados:
Seu nome:
Seu e-mail:
ATENÇÃO
Antes de efetuar o convite, verifique se todos os campos estão preenchidos corretamente.


Dados do(a) amigo(a):
Nome:
E-mail:
Mensagem para o(a) amigo(a):
Seus dados:
Seu nome:
Seu e-mail:
ATENÇÃO
Antes de efetuar a indicação, verifique se todos os campos estão preenchidos corretamente.

  voltarsubir
© Copyright 2008-2013 Rio&Cultura
SIMETRIA Arte e Comunicação desenvolve este site

Clicky Web Analytics
Rio&Cultura