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Em polvorosa – Um panorama das coleções do MAM Rio
rioecultura : EXPO Em polvorosa – Um panorama das coleções do MAM Rio : Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ)
ABERTURA:
30 de julho de 2016
ENCERRAMENTO:
6 de novembro de 2016
LOCAL:
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ)
Av. Infante Dom Henrique, 85
Aterro do Flamengo
(21) 2240 4944
FUNCIONAMENTO:
De 3ª a 6ª feira, das 12h às 18h
Sábado, domingo e feriados, das 12h às 19h
A bilheteria fecha 30 min antes do término do horário de visitação.
INGRESSO:
R$14 [inteira]
R$7 [meia]
Entrada gratuita [Amigos do MAM e crianças até 12 anos]
Todas as quartas-feiras a partir das 15h: entrada gratuita
Domingos ingresso família, para até 5 pessoas: R$14
Atenção: os horários e a programação podem ser alterados pelo local sem aviso prévio. Por isso, é recomendável confirmar as informações por telefone antes de sair.
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rioecultura EXPO Em polvorosa – Um panorama das colecoes do MAM Rio

São obras de mais de 100 artistas, brasileiros e estrangeiros, selecionadas pelos curadores Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes. A mostra vai ocupar todo o segundo andar do Museu, incluído o Salão Monumental, em uma área de quase 2.500 metros quadrados. O curador explica que a exposição pretende “traçar um panorama das relações da arte brasileira com a arte estrangeira e com o contexto histórico brasileiro”. Ele destaca que sua primeira preocupação foi a de escolher obras de qualidade inegável, que chama de highlights, como as de Pollock, Keith Hering, Brancusi, Giacometti, Lucio Fontana, Henri Moore, Rodin, Calder, Joseph Albers, Barry Flanagan, Vitto Acconti, Antonio Dias, Cildo Meireles, Nelson Leirner, Ivens Machado Waltercio Caldas, Antonio Manuel, José Damasceno, Artur Barrio, Regina Silveira, Willys de Castro, Hércules Barsotti, Lygia Clark e Hélio Oiticica.

E, também, privilegiar artistas “muito conhecidos, mas pouco mostrados”, como Anita Malfati, que “tem desenhos a carvão lindos, pouco vistos”. Ele afirma que “não há um tema, uma ideia pré-estabelecida”. “As obras não foram escolhidas para ilustrar uma tese ou uma hipótese”, alerta o curador.

“Nesta exposição há criações de contextos estabelecidos a partir da escolha de obras em função de sua excelência e qualidade”, diz. As obras serão articuladas por aproximações estéticas e por épocas, com alas dedicadas aos anos 1920, com o modernismo, aos anos 1950/60, com o abstracionismo, o concretismo, o neoconcretismo, a nova figuração, e à arte contemporânea.

Na entrada do segundo andar do Museu, está um texto sobre a exposição e uma homenagem ao artista Tunga (1952-2016), falecido recentemente, com seu trabalho que dá título à exposição, da série “Desenhos em polvorosa” (1996), em pastel seco sobre papel, pertencente à Coleção Gilberto Chateaubriand/MAM Rio. Outra obra do artista, “Escalpe” (1983/2000), que integra a Coleção MAM, estará também no Salão Monumental.

A seguir, o público pode conferir um painel de apresentação da exposição com seis obras, duas para cada uma das três coleções que compõem o acervo do Museu, acompanhadas de textos sucintos. “Homenagem a Fontana” (1967) e “Homenagem a Fontana” (1967/2013), de Nelson Leirner, e “Untitled” (1984), de Keith Haring pertencem à Coleção MAM, que tem 7.606 obras, e reúne o maior número de trabalhos de artistas estrangeiros. Foi formada a partir de doações pessoais, como a da coleção de Esther Emílio Carlos, e também de empresas como a da White Martins – constituída majoritariamente por fotografias –, e ainda por aquisições mediante editais públicos, como o da Petrobras, responsável pelas importantes instalações de artistas brasileiros que estarão expostas. A Coleção Gilberto Chateaubriand, com 6.630 obras, que permite formar um panorama quase completo da produção artística brasileira, desde o modernismo, passando pelas fortes transformações nas décadas de 1950, 1960 e 1970, até as mais recentes manifestações da produção contemporânea. As obras “Vai-e- vem diagonal nº 2” (1954), de Samson Flexor, e “Sem título, Série Vermelha” (1998/1999), de Rosângela Rennó, ilustram sua importância. E, por fim, a Coleção Joaquim Paiva, que, com suas 1.963 obras de fotógrafos e artistas de diferentes gerações e nacionalidades, abrange a história da fotografia, desde suas vertentes mais documentais até a presente era da imagem digital. Exemplificam sua abrangência as fotografias “Mianmar Miroir” (2006), de Cabelo, e “Half Dome, Merced River, Winter, series Yosemite National Park, California (1938), “Yosemite Valley from Inspiration Point, Winter, series Yosemite National Park, California (1938) "Cathedral Spires and Rocks, Late Afternoon, series Yosemite National Park, California” (1949), e “El Capitan, Winter, series Yosemite National Park” (1950), de Ansel Adams.

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INSTALAÇÕES MONUMENTAIS

Um dos destaques de “Em Polvorosa” é o conjunto reunido pela primeira vez de importantes instalações de artistas brasileiros: “Poeta/Pornógrafo” (1973), de Antonio Dias; “Cerimônia em três tempos” (1973), de Ivens Machado; “Ping-ping, a construção do abismo no piscar dos cegos” (1980), de Waltercio Caldas; “Fantasma” (1994), de Antonio Manuel (em sua versão original, montada em 2001); “Motim II” (1998), de José Damasceno; “Marulho” (1991), de Cildo Meireles, não vista no Rio de Janeiro desde sua primeira apresentação, no MAM, em 2002, e “Graphos 2” (1996), de Regina Silveira. Serão apresentados, ainda, os trabalhos “De dentro para fora” (1970), de Artur Barrio; “Alegria” (1999), de Adriana Varejão, e “Lute” (1967), de Rubens Gerchman.

rioecultura EXPO Em polvorosa – Um panorama das colecoes do MAM Rio

ESPAÇOS AMPLOS

O curador Fernando Cocchiarale também quis mostrar para o público a joia arquitetônica que é o prédio do MAM, projetado em 1958 por Affonso Reidy (1909-1964), e retirou divisórias, permitindo ao público uma rara perspectiva do amplo espaço do segundo andar. De um extremo a outro do espaço, há 123 metros de extensão. “O público poderá circular livremente pelos corredores, vendo várias perspectivas, olhando uma coisa, voltando, vendo outra, indo até ela, depois retornando”, exemplifica o curador, acrescentando que deseja que ver também ampliado o tempo de permanência do espectador no Museu, usufruindo das obras expostas.

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FOTOJORNALISMO – CONTEXTO HISTÓRICO

Ao invés de textos explicativos, Fernando Cocchiarale optou por dar o contexto histórico do Brasil, para as obras de arte, por meio de fotografias dispostas em nove vitrines, de 1,70m cada, distribuídas pelo espaço expositivo. São registros do Brasil imperial, com nobres, escravos, etnográficos, do cotidiano, da vida política, ou ainda de grupos como garimpeiros, candangos e índios, de mais de 20 fotógrafos, de Franz Keller (1835-1890), Marc Ferrez (1843-1923), Jorge Henrique Papf (1863-1920) e Martín Chambi (1891-1973), a Alberto Ferreira Lima (1932-2007), Luis Humberto (1934), Walter Firmo (1937), Luis Brito (1945), Milton Guran (1948), Orlando Azevedo (1949), Orlando Brito (1950), Leopoldo Plentz (1952) , Duda Bentes (1955), Carlos Terrana (1955), André Dusek (1956), Nino Rezende (1962), e Antonio Dorgivan ( -1985), entre outros.

“O território onde a imagem e a palavra se encontram é o fotojornalismo. É de sua natureza uma proximidade muito grande com a notícia, que é verbal. A foto é uma sobrenotícia. As coleções do MAM têm maravilhosas obras que podem ser consideradas fotojornalismo.

Franz Keller mostra em 1870 índios cobertos artificialmente, porque eles não poderiam aparecer com ‘suas vergonhas’ à mostra, como disse Pero Vaz de Caminha, e foram adaptados à moral vitoriana. Papff tem umas fotografias incríveis de cafezais”, destaca.

Dentre as mais de 100 obras, estarão também as dos artistas Brecheret, Bruno Giorgi (“Guerreiros”, de 1957), Lygia Clark (série “Unidade”, de 1959/1986), (“Metaesquema, de c.1957), Regina Vater (“O ovo cósmico”, de 1980), Diane Airbus, Marcia X (com “A cadeira careca”, seu último trabalho, feito em 2004 com Ricardo Ventura), Luiz Pizarro (trabalhos em cera), Jorge Duarte (“Pitbull”, de 2013), Carlos Vergara (série “Cacique de Ramos”, de c.1972/2010), de Guilherme Vaz (“Solos ardentes”, de 1999), de Marcelo Moscheta (“Círculo Polar Ártico”,de 2007), Jonathas de Andrade (“ Amor e felicidade no casamento 02”,de 2007).

“Não acho que a arte tem que estar a serviço de nenhum discurso. Não há continuidade entre a experiência visual e discurso. Se eu e Fernanda Lopes ‘editarmos’ bem, podemos criar um certo fluxo semântico com a exposição”, complementa Fernando Cocchiarale.
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